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As 10 tendências de RIG para 2024

Atualizado: 1 de fev.

Título do artigo ao lado de uma imagem com os cards com as tendências para 2024. Abaixo um botão convidando o leitor(a) a fazer o download deste artigo na versão ebook

Nos últimos anos, observamos um notável desenvolvimento no cenário empresarial, impulsionado por mudanças constantes nas esferas legal, regulatória e política. Essas são áreas consideradas tradicionais, em que os processos e tarefas seguiam padrões que dificilmente seriam modificados ou modernizados.

Todavia, a pandemia impactou diretamente a forma como muitos de nós realizamos nossas funções, trazendo a necessidade de implementação de novas metodologias para nos adaptarmos ao trabalho remoto e ganhar produtividade.


Uma das áreas que mais precisou encontrar formas de se adaptar ao novo formato de trabalho foi a de Relações Institucionais e Governamentais (RIG). Como o nome já diz, o centro das atividades de RIG são as relações, que foram prejudicadas pelo distanciamento social. Além disso, o alto volume de informações no âmbito legislativo e regulatório, já considerado uma grande dificuldade para os profissionais que precisavam mapear esses dados, tornou-se ainda mais desafiador, visto que a pandemia exigiu que muitas decisões fossem tomadas rapidamente. 


Mesmo após o fim da pandemia, os avanços tecnológicos continuaram a se acelerar, transformando significativamente diversas atividades em vários setores. A experiência coletiva do distanciamento social acelerou a digitalização e aumentou a dependência de tecnologias online. 


Esse cenário de uma sociedade mais conectada gerou mudanças significativas, especialmente no modo como as informações são consumidas. Dessa forma, profissionais de RIG precisaram se adaptar a essa nova realidade, uma vez que a conectividade constante e o aumento do consumo de informações online exigiram abordagens mais inteligentes para impactar os stakeholders.


Ao observar esse movimento, a Inteligov destacou algumas tendências que estarão ainda mais presentes na rotina dos profissionais de RIG em 2024. E, ao perceber que muitas delas estão relacionadas com a gestão eficiente do setor, identificamos uma nova tendência: as RIG Operations ou RIG Ops.


Confira as 10 principais tendências de RIG para 2024!


Imagem introdutória para 'RIG Operations' como uma tendência de RIG para 2024, com uma pessoa olhando para telas de computador, simbolizando a gestão e operação de RIG Ops

1. RIG Operations

O conceito de RIG Operations (ou RIG Ops) como uma tendência para 2024 está intrinsecamente relacionado às transformações observadas na área nos últimos anos. A modernização da prática, impulsionada por avanços tecnológicos, as mudanças na dinâmica política e uma sociedade mais conectada - tudo isso tem contribuído para maximizar a eficiência e a qualidade do trabalho do profissional de relações institucionais e governamentais.


A ênfase crescente em análise de dados é um elemento-chave nessa tendência. Com o uso de ferramentas de inteligência artificial e plataformas de gestão de relacionamento com stakeholders, a rotina de RIG tornou-se mais eficiente e direcionada. A capacidade de monitorar riscos políticos e regulatórios, identificar oportunidades e receber informações em tempo real permite que as organizações ajam de forma mais ágil e tomem decisões mais seguras.


A tendência também está relacionada à crescente importância do advocacy digital. A capacidade de conduzir campanhas online, utilizar plataformas de engajamento nas redes sociais e mobilizar eletronicamente stakeholders contribui para uma abordagem mais dinâmica e criativa na defesa de interesses.


A busca por transparência, ética e compliance nas atividades de RIG também impulsiona a ênfase em operações mais estruturadas. O uso de práticas operacionais claras e transparentes ajuda a construir confiança com stakeholders e minimiza riscos de percepção negativa.


Em resumo, o RIG Ops emerge como uma tendência para 2024, impulsionando a qualidade e a eficiência da área. Essa evolução reflete uma resposta adaptativa às mudanças no ambiente político, incorporando práticas mais eficientes, com o objetivo de alcançar melhores resultados e gerar valor por meio do trabalho dos profissionais de RIG.


Banner informativo destacando 'Alianças colaborativas' como uma tendência de RIG para 2024, com um aperto de mãos em tonalidade azulada, simbolizando parcerias e cooperação

2. Alianças colaborativas

Integrar o departamento de Relações Institucionais e Governamentais (RIG) de uma empresa com os demais é especialmente importante quando existe um debate no âmbito governamental, principalmente quando a aprovação de uma pauta apresenta alterações significativas nas operações, como no caso da Reforma Tributária.


Diante deste cenário, aos profissionais de RIG fica a tarefa de acompanhar as discussões, antecipar as mudanças legislativas, defender interesses, minimizar riscos e garantir que as unidades impactadas estejam preparadas para se adaptar às transformações impostas pela nova regulação.


Portanto, trabalhar para a formação de alianças colaborativas torna-se uma estratégia que deve ganhar força em 2024. Essa abordagem busca englobar os esforços entre diferentes setores da organização, promovendo a otimização de recursos para alcançar objetivos comuns.


É também dessa maneira que fica mais fácil evidenciar o valor gerado pelas atividades dos profissionais de RIG, já que a antecipação de cenários faz com que a organização evite ao máximo perdas financeiras e aproveite as oportunidades que se materializarem.


Banner informativo destacando 'Foco em ética e transparência' como uma tendência de RIG para 2024, com a imagem de uma pessoa usando óculos e olhando para uma tela, simbolizando vigilância e integridade

3. Foco em ética e transparência

Embora as discussões sobre fake news tenham ganhado notoriedade nos últimos anos, o foco em ética e transparência vai muito além da preocupação com o combate à disseminação de notícias falsas. Essa prática está atrelada diretamente à reputação de empresas e governos. 


Nesse sentido, a ênfase na ética e transparência ressalta a importância de práticas responsáveis, e os profissionais e RIG têm um papel fundamental nesse contexto, atuando como agentes capazes de moldar a percepção de uma organização perante a sociedade e as autoridades.


Segundo dados da pesquisa “Integridade Corporativa no Brasil - Evolução do compliance e das boas práticas empresariais nos últimos anos”, realizada pela Deloitte, a maioria das grandes empresas do país projetam investir em treinamento de compliance em 2024. Isso envolve o monitoramento e análise de dados para a verificação de padrões e anomalias por meio do uso de inteligência artificial, ferramenta que deve ser uma grande aliada nos processos de auditoria.


Além disso, passa a ser cada vez mais imprescindível ter regras claras e visibilidade sobre as interações que os colaboradores da organização realizam com agentes públicos.


Banner informativo destacando 'Apoio em insights preditivos' como uma tendência de RIG para 2024, com uma escada emergindo de uma nuvem de fumaça, indicando ascensão e clareza a partir de dados preditivos

4. Apoio em insights preditivos

Não ser pego de surpresa continua sendo o mantra de profissionais de RIG em 2024. Assim, uma das promessas para a área é a crescente atenção para insights preditivos no momento de orientar estratégias mais certeiras. Essa abordagem avançada envolve a adoção de ferramentas sofisticadas de análise de dados e machine learning para antecipar mudanças políticas e identificar tendências legislativas antes mesmo de se concretizarem.


No entanto, a simples obtenção de insights preditivos não é suficiente. Uma forte tendência nesta área é a integração desses insights com análises aprofundadas. Isso significa que os profissionais de RIG não apenas adotam as projeções informadas para antecipar cenários políticos, mas também utilizam seu conhecimento especializado para realizar análises críticas e contextualizadas desses insights. 


Ou seja, a habilidade de mesclar dados preditivos com uma compreensão aprofundada do ambiente político passa a ser um grande diferencial, pois permite que esses profissionais tracem planos mais seguros, adaptando-se de maneira mais inteligente às nuances específicas do cenário governamental. 


Essa abordagem integrada representa uma evolução significativa na prática de Relações Governamentais, capacitando os profissionais a navegar com sucesso por ambientes políticos dinâmicos e muitas vezes imprevisíveis.


Banner informativo destacando 'Monitoramento eleitoral' apontado como uma tendência de RIG para 2024, mostrando uma fila de botões de votação, destacando a importância da tecnologia nas eleições

5. Monitoramento eleitoral

No cenário político de 2024, o monitoramento eleitoral se destaca como uma tendência inquestionável na prática de Relações Institucionais e Governamentais (RIG), especialmente por conta das eleições municipais. 


Para os profissionais dessa área, estar atentos às propostas dos candidatos, participar ativamente de debates locais e adaptar o planejamento às alterações na dinâmica política são imperativos estratégicos. Compreender o cronograma, as regras específicas do pleito e decifrar o marketing eleitoral pode significar estar um passo à frente das mudanças que estão por vir.  


As eleições municipais têm impacto direto nos profissionais de RIG, seja em assuntos de alcance nacional ou local. A vinculação política entre parlamentares e prefeitos eleitos influencia a agenda do Congresso Nacional. Ao mesmo tempo, a mudança de administração municipal gera novos stakeholders, modificando as prioridades políticas e introduzindo demandas específicas da comunidade.


A maestria em compreender e se adaptar a essas mudanças será notada nos profissionais de RIG em 2024, reforçando a importância do monitoramento eleitoral como uma ferramenta essencial para quem atua nessa intrincada interseção entre política e governança.


Banner informativo destacando 'Marketing de influência no ambiente digital' como uma tendência de RIG para 2024, representado por conexões de rede e uma estética futurista, sugerindo a importância das redes sociais

6. Marketing de influência no ambiente digital

A crescente digitalização da sociedade coloca os especialistas de RIG diante da necessidade de explorar práticas de engajamento online para promover efetivamente os interesses de suas organizações.


O marketing de influência nada mais é do que uma ferramenta que permite a associação de pessoas e empresas a figuras ou instituições influentes, principalmente no ambiente digital, como uma maneira de aumentar a visibilidade e autenticidade de suas ações, ou no caso de RIG, da defesa de interesses.


Essa forma de associação pode operar como uma parceria que favoreça às empresas ou, em situações que demandam a mobilização de diversos atores sociais, como nas iniciativas de advocacy. Neste caso, a presença de um influenciador reconhecido pode dar voz a um grupo de interesse.


Esse tipo de colaboração não apenas amplifica as mensagens e objetivos do grupo, mas também confere autenticidade e engajamento, alcançando audiências mais vastas e diversificadas.


Banner informativo destacando 'Microtargeting' identificado como uma tendência de RIG para 2024, com um mosaico de vários rostos que representam a segmentação detalhada do público-alvo

7. Microtargeting 

O microtargeting, no contexto de Relações Institucionais e Governamentais, refere-se à prática de direcionar mensagens e campanhas de forma altamente específica, visando segmentar os stakeholders. E, em 2024, essa estratégia deve ganhar destaque na área.


Na prática, o microtargeting na área de RIG envolve a análise detalhada de dados para identificar segmentos de stakeholders e criar campanhas direcionadas a esses grupos. A personalização das mensagens permite uma comunicação mais assertiva, adaptada aos interesses específicos de cada segmento, promovendo maior engajamento e aceitação das propostas defendidas.


Esse enfoque é particularmente relevante neste ano, dada a crescente complexidade das questões políticas e sociais, tornando essencial para os profissionais da área criar campanhas que ressoem de maneira precisa e que atraiam a atenção de diferentes públicos.


A tendência do microtargeting destaca a necessidade de uma abordagem mais sofisticada nas ações de RIG. Ao reconhecer os diferenciais e as nuances dos grupos de interesse, os profissionais são capazes de construir relações mais sólidas, influenciar decisores-chave e promover mudanças.


Imagem destacando 'Protagonismo em ações ESG' como uma tendência de RIG para 2024, com a imagem de uma folha em forma de coração simbolizando sustentabilidade e responsabilidade social

8. Protagonismo em ações ESG

Após a COP28, conferência que reuniu representantes de todo mundo para discutir mudanças climáticas, as pautas verdes ganharam força no Congresso Nacional, no final do ano passado, evidenciando a importância da ação de profissionais de Relações Institucionais e Governamentais em ações ESG.


A tendência para 2024 é que a atuação na defesa de pautas sustentáveis seja ainda mais relevante. O envolvimento ativo na promoção de regulamentações alinhadas com a sustentabilidade não apenas fortalece a imagem institucional, mas também contribui para a construção de um ambiente regulatório propício ao desenvolvimento responsável.


Pensando nas discussões sobre sustentabilidade, a atenção deve se voltar para matérias que tratem especificamente sobre políticas para a transição energética, como mercado de carbono, combustível do futuro e o marco legal das eólicas offshore. 


E, para além da identificação de pautas importantes, o profissional de RIG deve estar atento para o desenvolvimento de outras habilidades que qualificam a atuação em ESG. De acordo com o Relatório Global de Habilidades Verdes, feito pelo LinkedIn, o domínio de habilidades verdes pode aumentar em 35% as chances de um candidato conquistar uma vaga no setor. Saber avaliar impactos políticos e regulatórios, conhecimento de tecnologias de monitoramento de pautas ESG e domínio em política e regulamentações ambientais são algumas qualificações essenciais.


Imagem representando 'Métricas de desempenho a avaliação contínua (KPIs)' como uma tendência de RIG para 2024, exibindo dispositivos digitais e gráficos, simbolizando análise e acompanhamento de desempenho

9. Métricas de desempenho a avaliação contínua 

As métricas de desempenho (KPIs) e a avaliação contínua representam ferramentas indispensáveis para aprimorar a eficácia das estratégias na área de RIG. Essas métricas envolvem a mensuração quantitativa e qualitativa do impacto das ações realizadas, permitindo uma análise crítica e informada das iniciativas implementadas. 


Em RIG, avaliar continuamente o desempenho é particularmente desafiador, dada a natureza complexa e muitas vezes subjetiva e multifacetada das interações políticas e institucionais. No entanto, essa dificuldade não diminui a importância de implementar métricas, pois a capacidade de medir o impacto das ações é determinante para aprimorar estratégias, justificar investimentos e demonstrar o valor das atividades de RIG.


A tendência para 2024 é que as métricas de desempenho e a avaliação contínua se tornem ainda mais fundamentais, dada a crescente demanda por transparência, responsabilidade e resultados tangíveis, destacando a necessidade de uma abordagem mais analítica e baseada em dados.


Neste caso, a tecnologia desempenha um papel significativo, facilitando a coleta, análise e interpretação de dados relevantes. Ferramentas com sistemas integrados e que permitam a comunicação entre diversas áreas podem fornecer insights importantes sobre o impacto das iniciativas de RIG, permitindo uma tomada de decisão mais informada e certeira.


Banner informativo destacando 'Desenvolvimento de narrativas impactantes' listado como uma tendência de RIG para 2024, mostrando uma imagem estilizada de um teclado e óculos, representando o trabalho criativo na produção de conteúdo

10. Desenvolvimento de narrativas impactantes

A crescente complexidade do cenário político e a saturação de informações destacam a necessidade de abordagens mais humanizadas e cativantes, fazendo com que o desenvolvimento de narrativas impactantes seja uma das principais tendências para a área em 2024. 


O storytelling em RIG vai além da mera apresentação de fatos: envolve a habilidade de contextualizar informações de maneira envolvente, destacando a relevância e o impacto de políticas públicas, atividades de uma organização e todo tipo de decisão tomada no âmbito governamental.


Portanto, a construção de narrativas é uma prática altamente eficaz para comunicar os objetivos e interesses, visto que a pessoa que recebe uma enxurrada de informações tem 22 vezes mais chances de memorizar uma história do que uma simples lista de tópicos. É por isso que a tarefa de elaborar uma narrativa não visa apenas transmitir uma mensagem, mas também busca gerar uma resposta emocional, estabelecendo uma conexão duradoura com públicos-chave.


Profissionais de RIG que investirem na criatividade, humanização e detalhes personalizados em suas narrativas, certamente conseguirão se destacar em meio à avalanche de informações disparadas aos seus stakeholders e alcançarão melhores resultados em 2024.


 

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Pilha de livros com a capa em um tom vibrante de azul-turquesa, intitulada 'Tendências de RIG 2024', acompanhada por linhas desenhadas que lembram ou padrões de veias de folha, indicando um guia exclusivo da Inteligov.












 
Seção de autoria com a foto de Anna Carolina Romano, Analista Sênior de Comunicação da Inteligov. Ela é apresentada vestindo uma blusa preta e um colar, e tem o cabelo curto e escuro. Informações de sua formação em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi e sua experiência de mais de dez anos em produção de conteúdo para o mercado corporativo são destacadas ao lado de seu contato de e-mail.

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