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Para além do risco político e regulatório

  • Foto do escritor: Anna Carolina Romano
    Anna Carolina Romano
  • há 2 dias
  • 5 min de leitura
Edifício corporativo iluminado à noite com ícones de triângulos de alerta em vermelho neon flutuando, simbolizando riscos políticos, regulatórios e corporativos que empresas precisam gerenciar

Para além do risco político e regulatório: todos os riscos que as empresas enfrentam


Mais de 96% das grandes empresas brasileiras de capital aberto consideram riscos regulatórios sua maior preocupação. O dado impressiona, mas levanta uma questão importante: será que focar apenas em mudanças políticas e legislativas é suficiente para proteger um negócio?


A resposta é não. O mundo corporativo é complexo, e as empresas estão expostas a uma variedade de ameaças que vão muito além de Brasília e do Congresso Nacional. Conhecer esse panorama amplo de riscos é essencial para construir uma gestão verdadeiramente resiliente.


O que são riscos político e regulatório?


Antes de explorar outros perigos, vale entender esses dois conceitos fundamentais. Riscos políticos referem-se a mudanças e instabilidades no cenário político que afetam diretamente os negócios — eleições, conflitos internacionais, crises institucionais. A guerra entre Rússia e Ucrânia, por exemplo, impactou cadeias de suprimento globais, elevou a inflação e aumentou ameaças cibernéticas em escala mundial.


Já os riscos regulatórios envolvem alterações nas leis e normas que regulam cada setor: legislação fiscal, ambiental, trabalhista, de proteção de dados. A chegada da LGPD no Brasil ilustra bem esse ponto. Empresas que não se adaptaram às novas regras de privacidade enfrentaram multas pesadas e processos judiciais.


Esses riscos podem atrasar investimentos, encarecer projetos e até paralisar operações. Mas representam apenas uma fração do universo de ameaças que as organizações precisam gerenciar.


Os principais riscos empresariais além do político e regulatório


Risco operacional: quando processos internos falham


Erros humanos, quebra de equipamentos, defeitos em sistemas, fraudes internas — tudo isso se enquadra como risco operacional. Segundo a IBM, trata-se de perdas decorrentes de processos, pessoas e sistemas inadequados ou falhos.


Um caso emblemático é o de uma rede de fast-food que enfrentou grave crise de reputação após um vídeo viral mostrar condições insalubres em uma de suas unidades. O problema operacional se transformou rapidamente em desastre de imagem, afetando vendas e confiança do consumidor.


Risco financeiro e de mercado: a volatilidade econômica


Flutuações cambiais, alta da inflação, variações na taxa de juros e inadimplência são exemplos clássicos desse tipo de risco. No Brasil, 46% das empresas apontam a inflação como principal ameaça econômica, enquanto 39% citam a volatilidade macroeconômica.


Uma alta repentina da Selic ou do dólar pode elevar drasticamente o custo de empréstimos e matérias-primas, comprometendo a saúde financeira de empresas endividadas ou dependentes de importação.


Risco cibernético: a ameaça digital crescente


Vivemos a era digital, mas a preparação para enfrentar ataques virtuais ainda é deficiente. Dados alarmantes mostram que cerca de 80% das empresas brasileiras não possuem um plano de resposta a ataques cibernéticos, e mais da metade nunca realiza monitoramento contínuo de ameaças.


Uma falha de segurança pode expor dados de clientes, gerar multas milionárias e destruir a confiança conquistada ao longo de anos. Hackers e ransomware são ameaças reais que exigem protocolos de cibersegurança robustos.


Risco reputacional: a fragilidade da imagem corporativa


A reputação de uma empresa pode ser arruinada em minutos. Polêmicas nas redes sociais, falhas de produto, crises de atendimento ou escândalos corporativos se espalham rapidamente e podem custar milhões.


Qualquer notícia negativa (seja um recall de produto ou um caso de corrupção) exige gestão de crise eficiente: monitoramento de mídia, comunicação transparente e protocolos claros para emergências.


Risco estratégico: decisões de longo prazo mal planejadas


Expandir para mercados errados, ignorar tendências de consumo ou investir em tecnologias inadequadas são exemplos de riscos estratégicos. Fusões mal executadas, lançamentos de produtos sem pesquisa adequada ou mudanças de posicionamento equivocadas podem comprometer o futuro da organização.


Gestores precisam revisar constantemente a estratégia corporativa frente às mudanças externas e às necessidades do mercado.


Riscos ESG: muito além de tendência


Questões ambientais, sociais e de governança são riscos concretos. Segundo pesquisas, 89% das empresas brasileiras já citam riscos socioambientais como fator-chave em seu planejamento. Desastres naturais interrompem operações, encarecem seguros, enquanto fraudes ambientais e protestos sociais geram impactos significativos.



Matriz de gestão de riscos: gráfico de impacto versus probabilidade para classificar riscos operacionais, financeiros, cibernéticos e reputacionais em empresas
Matriz de gerenciamento de riscos: ferramenta essencial para classificar ameaças por impacto e probabilidade.

Como gerenciar esse universo de riscos?


Gerenciar riscos não é tarefa exclusiva do CEO ou do departamento jurídico. É um processo contínuo que envolve identificar, avaliar e controlar todas as ameaças potenciais.


Empresas bem-sucedidas seguem um ciclo estruturado:


Mapear e identificar riscos: criar um mapa completo de perigos potenciais, considerando contexto interno e externo.


Avaliar qualitativa e quantitativamente: classificar cada risco por severidade e probabilidade, estimando impactos financeiros reais.


Planejar ações de mitigação: desenvolver planos de contingência com gatilhos claros, protocolos definidos e responsabilidades delegadas.


Alocar recursos e treinar equipes: investir em prevenção, reservar orçamento para emergências e capacitar colaboradores.


Testar e revisar constantemente: realizar simulações periódicas e atualizar planos conforme mudanças de contexto.


A gestão de riscos como vantagem competitiva


A boa notícia é que riscos bem gerenciados podem se transformar em oportunidades. Hoje, 58% das empresas brasileiras buscam criar valor a partir dos riscos que enfrentam, investindo em automação, inteligência artificial e análise de dados para se proteger e crescer simultaneamente.


Como destacam especialistas, a era do risco benigno chegou ao fim. É preciso assumir riscos de forma inteligente, tecnologicamente impulsionada e estrategicamente orientada. Empresas preparadas recuperam-se mais rapidamente de crises, com custos menores e clientes mais confiantes.


Não basta olhar apenas para Brasília ou monitorar leis novas. Os riscos estão dentro e fora da empresa, em cada processo e decisão. Mapear, classificar, planejar e revisar constantemente não só protege a organização do pior cenário — abre caminho para transformar o imprevisto em inovação e crescimento sustentável.


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Inteligov + Riskmaster: gestão completa de riscos corporativos


Reconhecendo que o risco é dinâmico e sua gestão precisa ser igualmente dinâmica, a Inteligov deu um passo estratégico importante: a aquisição do Riskmaster, plataforma de GRC (governança, riscos e compliance) que compartilha essa mesma visão.


Desde 2013, nosso trabalho sempre esteve focado em ajudar empresas a ler o ambiente externo, antecipar riscos políticos e regulatórios e tomar decisões com mais clareza. Mas uma percepção se impôs ao longo do tempo: entender o que acontece fora da organização é apenas o ponto de partida. O próximo passo é estruturar, internamente, a resposta a esses riscos.


O problema é que, mesmo quando bem mapeados, os riscos frequentemente são tratados de forma estática — em planilhas, relatórios ou documentos que descrevem intenções, mas não organizam a ação.


Com a aquisição do Riskmaster, ampliamos nosso olhar do risco político e regulatório para os riscos corporativos como um todo. Não se trata de ruptura, mas de uma extensão natural do que sempre fizemos bem. Afinal, os riscos raramente existem de forma isolada: o risco regulatório conversa com o reputacional; o político pressiona o operacional; o jurídico quase sempre impacta o financeiro.


A proposta é clara: tirar o risco do papel e das planilhas e transformá-lo em algo vivo. Menos risco como plano teórico, mais risco como prática cotidiana — com clareza sobre impactos, responsabilidades, governança e preparação real.


Agora, oferecemos uma solução completa: do entendimento do cenário externo à gestão estruturada de todo tipo de risco, conectando contexto, gestão interna e decisão informada de forma prática e acionável.



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