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- Tendências da agenda ESG para 2023
A agenda ESG – sigla para Environmental, Social and Governance, que traduzido para o português significa meio ambiente, social e governança – continua como uma tendência crescente no mundo dos negócios, investimentos e nas decisões governamentais. Em 2023, espera-se que as organizações brasileiras continuem a fortalecer o seu comprometimento com as questões sustentáveis e de boas práticas como um todo, no intuito de se tornarem cada vez mais atraentes para investidores de todos os setores econômicos. Um fato que pode reforçar a predisposição das empresas na busca por implementar medidas de sustentabilidade e de governança é a maneira como se iniciou o novo governo. Já como primeiras ações do mandato, o presidente da República destacou a importância de se manter uma forte agenda ambiental e reestruturou o Ministério do Meio Ambiente com a posse da ministra Marina Silva. No mesmo dia de sua posse, Lula também assinou decretos em prol do combate ao desmatamento, como o Decreto 11.367/2023, responsável por instituir a Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Controle do Desmatamento, restabelecer o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal, além de tratar sobre os Planos de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento no Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pampa e Pantanal. Ainda durante as formalidades, o presidente também assinou o Decreto 11.368/2023, que dispõe sobre o restabelecimento do fundo Amazônia – atualmente sob a gestão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) -, e que visa o recebimento de doações para investimentos não reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, e de promoção da conservação e do uso sustentável da Amazônia Legal. No entanto, a agenda ESG vai muito além das pautas de combate ao desmatamento. O conceito deve permear as boas práticas que vão desde a preocupação com os impactos ambientais, até medidas que viabilizem a transparência, equidade e boas práticas sociais. Política transversal e a agenda ESG A política transversal, ou transversalidade, pode ser definida como um tipo de política pública que abrange diversos setores e áreas de atuação, ao invés de se concentrar apenas em uma única abordagem. Na prática, é o tratamento que o governo define sobre algum tema de forma interdepartamental, ou seja, incluindo a ação conjunta de ministérios, secretarias, entre outros órgãos governamentais. Esse tipo de política está bastante alinhado ao conceito ESG. Isso porque ela visa uma abordagem integrada e intersetorial para a solução de problemas complexos, resgatando a melhoria da qualidade de vida da população, por meio da colaboração entre diferentes competências. Dessa forma, a transversalidade procura atuar de forma sistêmica e mais abrangente, a fim de promover mudanças mais amplas e duradouras. Isso foi o que defendeu Anielle Franco ao assumir o comando do Ministério da Igualdade Racial. A ministra afirmou que deve conduzir seu trabalho em parceria com ministérios como o da Educação, da Saúde e da Justiça, com o objetivo de aperfeiçoar as políticas existentes como a Lei de Cotas, o plano Juventude Negra Viva e a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. Essas orientações governamentais vão de encontro com uma das maiores tendências de práticas ESG para as empresas em 2023: foco na diversidade e inclusão. Para estarem alinhadas com as políticas públicas, as organizações e investidores procurarão garantir maior atenção às oportunidades e inclusão de grupos sub-representados. E, para alcançar a equidade e a participação plena de grupos diversos, há a necessidade de se buscar, além da implementação de ações afirmativas, práticas organizacionais que reforcem os valores inclusivos e de processos de governança que garantam o cumprimento da cultura instituída. A agenda ESG no Poder Legislativo Segundo especialistas da área de relações governamentais, as principais tendências da agenda ESG para 2023, além do foco em diversidade e inclusão, são os investimentos em soluções de descarbonização, a maior transparência na informação e a pressão pela maior adoção de práticas regulamentadas. Veja a seguir três propostas que conversam com conceitos ESG, e que o debate deve avançar no Congresso Nacional nos próximos meses: PL 2788/2019: a matéria visa instituir a Política Nacional de Direitos das Populações Atingidas por Barragens (PNAB); discrimina os direitos das Populações Atingidas por Barragens (PAB); prevê o Programa de Direitos das Populações Atingidas por Barragens (PDPAB); estabelece regras de responsabilidade social do empreendedor; revoga dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943; e dá outras providências. PL 2062/2021: a proposta prevê a criação do selo de responsabilidade social “Pró Mulher”, para concessão às empresas, às entidades governamentais e às entidades sociais que atuem no desenvolvimento de ações que envolvam a formação, a qualificação, a preparação e a inserção de mulheres vítimas de violência doméstica no mercado de trabalho. PL 2941/2022: visa alterar a Lei Federal nº 14.133, de 1º de abril de 2021, para prever a implantação de Política de Responsabilidade Ambiental e Sustentabilidade para contratantes com a administração pública. As empresas que desejam estar preparadas para encontrar oportunidades, de acordo com a agenda ESG, devem priorizar o acompanhamento das discussões sobre estes e outros temas relacionados. Assim, é possível implementar soluções que estejam alinhadas com a legislação vigente. Por meio de inteligência artificial, a Inteligov torna o processo de monitoramento legislativo muito mais prático e eficiente. Por meio do cadastro de palavras-chave e aplicação de filtros, você tem fácil acesso a todos os assuntos de seu interesse, e que são fundamentais para a condução dos seus negócios. Peça já uma demonstração gratuita e inicie agora mesmo o monitoramento de proposições relacionadas às práticas ESG.
- As principais etapas do Projeto de Lei
Fazer lobby é um trabalho complexo, principalmente por implicar que os profissionais que atuam na defesa de interesses conheçam profundamente as principais etapas do Projeto de Lei (PL). A partir do momento em que há o completo entendimento da jornada da matéria é que se torna possível a prática de estratégias articuladas por lobistas, para que uma decisão seja tomada, ou descartada, por stakeholders de diversas instâncias. Atualmente, empresas de todos os portes e segmentos já conferem a importância de se relacionar com os decisores do âmbito político. Mas, em quais momentos, exatamente, os agentes responsáveis pela interlocução entre o público e o privado podem, ou devem, agir? Na prática, o projeto de lei é a materialização de um interesse. Por trás do texto de um PL, há uma intenção de influenciar o que o poder público faz ou deixa de fazer. Normalmente, a iniciativa resulta do encontro de pretensões eleitorais de um ator político com os interesses de agentes privados – ou públicos – de variados setores. A proposta de inovação do ordenamento jurídico, por sua vez, impacta a agenda de múltiplos atores. É nesta ocorrência de eventos de interesses e no processo de mediação de divergências que ocorre a política democrática e, nela, há várias janelas para a atuação do lobby. A jornada do projeto de lei A primeira etapa de um projeto de lei é a definição de um problema para ser resolvido. É nessa priorização de temas que lobistas tentam convencer os tomadores de decisão política que a resolução do problema deles é a que melhor se alinha a seus interesses. A partir daí é preciso materializar a ideia em texto, e a defesa de interesses também cumpre papel importante, dessa vez, na modulação do mérito. Com a apresentação da matéria, os outros agentes interessados no tema vão se mobilizar para participar da discussão. Uma das instâncias possíveis para a atuação do lobista é o despacho para comissões, pois importa – e muito – saber por quais comissões o projeto tramita. Conhecer o colegiado, suas tendências e histórico de decisões pode ser determinante no momento de decidir o que apresentar a este grupo. São as estratégias montadas a partir daqui que podem favorecer ou atrapalhar o andamento de uma proposta. Ao influenciar o caminho que a matéria deve percorrer, é possível favorecer uma análise mais ágil ou demorada sobre um assunto. E, isso vai depender de como o profissional de relações institucionais e governamentais (RIG) se preparou para atuar em relação a estes stakeholders. Na sequência, outras oportunidades se apresentam. Nas comissões, é possível trabalhar a inclusão ou a retirada de pauta, a designação de relatoria, sugestões ao texto do parecer e obstrução. Ainda, caso haja um acordo mais amplo, há recursos para que um projeto prescinda da análise em comissões e seja votado diretamente no Plenário, facilitando uma aprovação rápida. Todas essas alternativas, que servem a diferentes propósitos, são fundadas no diálogo técnico entre quem defende interesses e as pessoas tomadoras de decisão política como os deputados estaduais, federais, senadores. Projeto de lei discutido na Câmara dos Deputados Comparativamente, poucos projetos de lei chegam ao Plenário da Câmara. Contudo, a maioria das matérias que movimentam a esfera política é analisada pelo órgão máximo da Casa. Lá, não se esgotam as possibilidades de incidência para o lobista. O primeiro desafio é a inclusão da proposição em pauta, fator que depende muito da mobilização de interesses de variadas correntes políticas. A mobilização política mostra-se como um forte recurso para o profissional de RIG chamar a atenção de parlamentares para o tema em questão. São várias as fontes de dados que o lobista pode utilizar neste momento para construir canais de diálogo e interação com os grupos aos quais pretende engajar. Ou seja, quanto melhor informado sobre o contexto, melhores as chances do lobista gerar bons resultados nesta etapa. Passando-se à análise do item, ainda há a possibilidade de fazer avançar ou atrasar o andamento, com requerimentos, emendas e destaques. Por fim, caso um projeto seja aprovado pelas Casas Legislativas competentes, ainda há a possibilidade de veto do Executivo. Esse cenário apresenta outra oportunidade de atuação para a defesa de interesses, já que os vetos dos governos estaduais e da presidência da República devem ser apreciados pelo Legislativo. A tramitação de projetos de lei obedece a elementos políticos e formais. Essa trajetória oferece múltiplas oportunidades para que profissionais, que trabalham com defesa de interesse, influenciem as ações do poder público. Com o dinamismo típico do ambiente político, que exige senso de urgência e oportunidade, um ativo se mantém como essencial, independente do assunto discutido: a informação. A aquisição de informações relevantes é um dos principais custos de transação de quem trabalha influenciando decisões do Estado. Por meio da tecnologia, a Inteligov trabalha para aproximar a esfera pública e as pessoas e instituições que serão afetadas por suas decisões. Entre em contato com nosso time de especialistas e conheça os benefícios da Inteligov para a sua rotina de estratégias em RIG! * Este texto é focado na tramitação na Câmara dos Deputados, mas a lógica se aplica tanto ao Senado quanto a outras Casas Legislativas subnacionais. #relaçõesgovernamentais #câmaradosdeputados #Relgov #RIG #projetodelei #casaslegislativas #estratégiasderelgov #congressonacional #relaçõesinstitucionais #lobby #stakeholders #ComissõesdaCâmara #profissionaisdeRIG #policy #parlamentares
- Transição de carreira e entrada tardia em Relgov
A área das Relações Institucionais e Governamentais (RIG) está em constante transformação. A partir de 2019, a atividade de relação governamental foi reconhecida pelo Ministério do Trabalho, mas a profissão ainda está em vias de ser regulamentada. E, muito embora, o mercado de trabalho esteja em pleno desenvolvimento para a função, a interlocução entre agentes públicos e privados já acontecia por meio da atuação dos lobistas – profissionais que já desempenhavam o papel de defender os interesses junto aos tomadores de decisão na política. Por não haver uma área moldada para a prática do lobby, era comum que outros departamentos fossem responsáveis por acompanhar as mudanças na legislação e atuar em defesa das empresas, como o departamento jurídico, compliance, relações públicas, regulatório e até mesmo um conselho de diretores, ou o próprio CEO. Mas, fato é que, na maior parte das vezes, profissionais como advogados ou comunicadores não possuem todas as habilidades e competências necessárias para agir na formulação das leis. Sendo assim, com a crescente demanda de diversos setores da economia em encontrar caminhos que viabilizem ações estratégicas para os negócios, muitas vezes pautados para serem discutidos pelos parlamentares, muitos profissionais que já tinham proximidade e interesse pelas relações governamentais, passaram a migrar para este mercado e hoje desenvolvem suas carreiras na área de RIG. O estagiário de RIG conta que, durante a sua juventude, encontrou no esporte uma forma de se manter longe de práticas que o desviassem do propósito de se desenvolver profissionalmente. Depois de um tempo como jogador de basquete, decidiu buscar caminhos na engenharia, comércio exterior e acabou se encontrando na área das relações internacionais, trabalhando em instituições financeiras e em bancos. Pacheco comenta que neste ponto, sua vida financeira e profissional eram estáveis, porém, o incômodo com o desempenho de suas funções no banco, despertou a vontade de migrar de área e direcionar a sua carreira para outro propósito. Nunca é tarde para mudar Ao parar para avaliar as opções que tinha, o influenciador cita um fato curioso: “Quando você faz Relações Internacionais, todo mundo acha que você vai ser diplomata, mas isso não é uma verdade!”. Assim, passou a pesquisar o que poderia ser uma opção viável e acabou gostando muito das relações governamentais, principalmente ao se encantar com as pessoas da área. Sobre a sua entrada de fato no mercado de trabalho, Pacheco afirmou não ter tido grandes dificuldades. No entanto, relatou a vontade de iniciar a sua atuação em consultorias, por acreditar que esse tipo de experiência poderia lhe render maior maturidade profissional, o que acabou não se concretizando. Em contrapartida, entrou facilmente em uma empresa voltada para o business, e acredita que as habilidades desenvolvidas antes de migrar para a área de RIG foram determinantes para isso. Hoje, Pacheco destaca como pontos positivos na IBM, a sua liberdade para defender assuntos muito importantes como a diversidade e a inclusão e a inovação. Uma das formas que o estagiário de RIG encontrou para ser chamado para entrevistas, foi fazer conexões no LinkedIn e conversar com os profissionais para se apresentar e demonstrar o seu interesse em ingressar na área. Neste momento, Beatriz destacou como é importante praticar a proatividade e como essas conexões são levadas em consideração na hora de migrar de emprego ou de setor: “Relgov é uma atividade intrinsecamente das relações humanas, interpessoais. Então se você tem medo de falar com as pessoas para se vender, isso já demonstra um problema. Nem sempre as vagas de emprego estarão abertas em determinada empresa, mas você pode mudar o jogo ao ser proativo, se apresentar e vender o seu peixe”, pontuou a Gerente da Comunidade. Vender ideias, aliás, foi um ponto que Pacheco destacou sobre as habilidades que desenvolveu antes de atuar em RIG. Ele conta que durante a sua trajetória no banco, parte de suas funções envolvia a venda de máquinas de cartão e outros produtos. Já quando atuava como jogador de basquete, por vezes liderou o time, o que lhe rendeu a experiência de gerir uma equipe ao sucesso. Ou seja, na prática, todo o conhecimento obtido anteriormente pode ser útil em seu novo desafio. Como mostrar o seu valor Uma das dicas mais valiosas que Pacheco revelou durante o bate-papo foi que, durante as entrevistas que participou e obteve bons resultados, ele mostrou o seu real valor e não tentou se passar por um personagem: “Seja você mesmo! É o que eu digo quando me perguntam o que fazer para dar certo.” Neste momento, Beatriz concordou com seu colega, e disse já ter passado por alguns episódios em que entrevistou pessoas que falavam muito, mas que na hora de entregar, ficavam devendo. Focar naquilo que você é bom e desenvolver ainda mais os seus conhecimentos também é algo que costuma dar certo, segundo o influenciador. Ele conta que há algum tempo atrás, participou de um curso do cientista político e professor Creomar de Souza, sobre análise de risco e defesa de interesses: “Era algo que eu já queria aprender, e quando o curso abriu eu participei. Isso me abriu o leque, pois eu estava focando no que eu era bom. Agora, na IBM, eu estou colocando em prática o que eu aprendi, fazendo parte dos processos de análise de risco político.” Outra grande preocupação para quem está pensando em migrar de carreira é a de precisar dar alguns passos para trás e reiniciar todo o desenvolvimento profissional. Sobre isso, Pacheco afirma que pode sim acontecer, mas que é uma parte necessária do processo: “É algo que pode acontecer, mas que devemos encarar como um passo para trás para te dar impulso e te jogar para a frente no futuro”, afirma. Participar de eventos, webinars, concursos e palestras, também são formas muito válidas de adquirir conhecimento e alavancar a carreira. Segundo Pacheco, este é o momento de correr atrás e aprender tudo o que for possível. Ele já passou por ocasiões em que, em plena sexta-feira à noite, estava participando de dois webinars seguidos, e hoje avalia que valeu a pena, pois aprendeu e ampliou sua rede de contatos. Se você está em processo de desenvolver a sua carreira e precisa criar mais conexões com os profissionais da área, faça já a sua inscrição para participar da Comunidade Inteligov! Participe de talks, workshops e palestras exclusivas, além de debater ideias inovadoras em RIG! #mercadodetrabalho #relaçõesgovernamentais #Relgov #RIG #carreira #networking #ministériodotrabalho #inclusão #relaçõesinstitucionais #diversidade #lobby
- Networking em Relgov
O último encontro do ano, promovido pela Comunidade Inteligov, trouxe um dos assuntos mais importantes para todos: Networking em Relgov. A área de Relações Institucionais e Governamentais (RIG) é fundamentalmente construída pelas relações humanas, sendo indispensável aos profissionais do setor aprimorar as suas habilidades de comunicação e de estabelecer conexões. E, mesmo que em todas as profissões seja de extrema importância construir relacionamentos, para quem atua em Relgov essa é quase que uma tarefa obrigatória. Não é concidência que, praticamente todos que estão na linha de frente da interlocução entre agentes públicos e privados, procuram por maneiras eficientes de fazer o gerenciamento de seus contatos, ou como são chamados por esses especialistas, os stakeholders. Foi assim que Gabriel Marques, coordenador discente do workshop de RI da UCB, estagiário do DPJ Law e influenciador da Comunidade, iniciou o bate-papo da última segunda-feira (12/12). Ele explicou como tomou gosto por se aproximar de pessoas, e como isso foi determinante para escolher a formação na área de RIG. Já Beatriz Falcão, gerente da Comunidade e especialista em policy, que também estava presente no evento, afirmou em diversas ocasiões como a “arte de se comunicar” é uma aptidão indispensável para ser bem sucedido nas relações governamentais: “Não existe lobista que não sabe se vender, que tem vergonha de falar. É uma profissão em que você precisa ser desenvolto e saber tratar com as pessoas”, afirma. Embora o networking esteja presente no dia a dia de quase todos os profissionais de RIG, cada fase da carreira vai exigir um tipo de competência para se colocar em prática essa soft skill tão apreciada. Marques explica que um estudante terá que aprender a se relacionar na faculdade, o estagiário deverá entender como ampliar sua rede de contatos, um analista deverá saber conduzir uma interação com agentes públicos, e por aí em diante. Os primeiros passos do networking A grande maioria dos estudantes talvez não perceba, enquanto estão na faculdade, que os seus colegas de sala serão os seus colegas no mercado de trabalho, ou talvez possam a se tornar seus clientes, aponta o influenciador. E não apenas isso, alguns deles serão seus concorrentes, ou um deles pode até virar o seu chefe no futuro. Portanto, entender essa dinâmica facilita, e muito, a administrar como serão construídas as relações. Então, não brigue com ninguém e nem crie intrigas! Engana-se também quem acha que é impossível sair na frente da concorrência estando no primeiro período da faculdade. Essa é uma fase em que, os alunos que valorizam os professores criam uma primeira conexão bastante valiosa: “Na faculdade, os professores são as pessoas que mais conhecem gente e podem abrir as primeiras portas, fazendo indicações”, lembra Marques. Professores costumam prestar atenção na turma e geralmente indicam alunos em quem confiam e que sabem que irão fazer um bom trabalho. Além da boa relação com professores e colegas, a universidade te dá possibilidades por meio de feiras, eventos, projetos acadêmicos e uma infinidade de outras interações. Como no início da carreira você ainda não foi notado, este é o momento de frequentar lugares para ser visto e conversar com pessoas da área. Mas fique atento aos seus objetivos! Se você iniciou um estágio em uma empresa que faz lobby na área da saúde, faça conexões com pessoas deste setor: “É claro que é importante conhecer especialistas de vários segmentos, mas trace objetivos, saiba quem são as pessoas que você precisa conhecer e onde elas estão”, indica Marques. Outra experiência bastante positiva que o influenciador contou durante o encontro, foi a forma que ele encontrou, junto a um colega da universidade, de sistematizar um modelo para a construção de perfil parlamentar: “A troca de informações facilita a rotina e mostra como é possível reinventar tarefas e encontrar eficiência”, destacou. Networking em Relgov pode ser criativo Ter milhares de conexões no seu LinkedIn, não quer dizer que você seja uma pessoa bem relacionada. Assim que você adiciona uma conexão, se não se apresentar e alimentar esse laço, com conversas, troca de informações e experiências, certamente perderá a chance de conseguir um aliado. “Não saia atirando para todos os lados sem ter uma estratégia”, aconselha a gerente da Comunidade. Um dos fatores mais importantes para que o networking seja bem sucedido, é entender como você precisa dessa conexão e como você pode ser útil também para aquela pessoa. Essa é a premissa da relaçãol “poder versus influência”. Ao identificar qual a posição de poder que a pessoa que você quer se relacionar ocupa, é possível saber qual o seu grau de influência, que pode mudar conforme sua carreira avançar. Mas isso não significa que é impossível impactar profissionais que estejam em um nível muito mais avançado que você. Antes de fazer uma aproximação, dê uma boa “stalkeada” em quem você precisa se conectar, encontre pontos em comum para a conversa fluir mais naturalmente. “Eu estava em uma roda de conversa, num evento em São Paulo, e de repente, uma pessoa de um nível mais avançado de carreira falou algo sobre música. Como eu também me interesso muito sobre o tema, criamos uma conexão. De vez em quando falamos mais sobre música do que sobre política, mas consegui me destacar e chamar a atenção desse stakeholder”, conta Marques. Por essa razão, alimentar o lado criativo é essencial. Muitas vezes nos apegamos aos aspectos técnicos e esquecemos de nos dedicar à leitura, hobbies, esportes, filmes e outros assuntos que podem se transformar em uma ponte com o outro. Beatriz confirma que conhecer sobre a trajetória profissional do seu interesse de relacionamento é importante, mas para quebrar o gelo, nada melhor do que saber se a pessoa tem gato, cachorro, filhos, gosta de viajar, etc. “Encontrar gostos em comum facilita o processo, mas não é garantia de uma relação duradoura. Mas sim, te faz sair na frente!”. Comunicação objetiva te leva mais longe A comunicação honesta cria conexões mais verdadeiras. As relações duradouras são construídas na base da confiança. Como você se torna amigo de alguém? Certamente não é mentindo. A confiança faz estreitar os laços, e só depois de verificar atitudes que te deixam seguro numa relação é que as pessoas costumam prestar ajuda. Na prática, quando você se torna amigo de uma autoridade ou tem algum amigo que tem acesso a autoridades, você precisa se colocar em uma posição de pessoa de confiança. Nunca fale sobre as situações que te contaram em segredo, seja extremamente responsável com as informações que chegam até você. Essa será a base da sua boa reputação. “Hoje em dia, com a tecnologia e a internet, é muito fácil perder o controle do que foi dito, os efeitos colaterais são graves e os erros podem perdurar para sempre”, alerta Marques. E, em tempos de redes sociais, o networking digital é uma ferramenta que deve sim ser utilizada. Basta saber como! Caso ainda não tenha tido muitas interações com a pessoa que acabou de adicionar no LinkedIn ou Whatsapp, envie uma mensagem lembrando de como se conheceram. É comum esquecer informações sobre o stakeholder, por isso, mantenha o histórico de seus contatos sempre atualizado para não cometer gafes. Deixar de responder mensagens e sumir, também não é nada educado! Sempre que receber ajuda de alguém, faça um follow up para dizer se o processo deu certo ou não. As pessoas se sentem valorizadas, mantendo apreço por você. Da mesma forma, quando conversar com alguém por mensagens, faça perguntas para manter o diálogo vivo. Como mensagem final, Marques afirmou que os relacionamentos podem te afetar pessoalmente, e não são apenas um jogo de interesses: “São as conversas que nos salvam como humanidade e podem nos levar a encontrar soluções menos prejudiciais para todos”. No próximo ano, a Comunidade Inteligov voltará com grandes novidades! Faça já a sua inscrição gratuita e não perca mais nenhum encontro com este grupo que busca por ideias inovadoras em RIG! #relaçõesgovernamentais #Relgov #RIG #carreira #linkedin #networking #estratégiasderelgov #relacionamento #relaçõesinstitucionais #comunidade #lobby #stakeholders #profissionaisdeRIG #Influenciador #policy #parlamentares
- Como desenvolver sua capacidade analítica: veja 5 dicas essenciais
No mercado de trabalho atual, não basta aos profissionais o domínio de conhecimentos técnicos. Cada vez mais são requeridas as chamadas habilidades sociais. Uma delas diz respeito ao pensamento analítico. Esta é uma competência crítica para as empresas, pois é essencial para o trabalho de coleta de dados, resolução de problemas e tomada de decisão. Então, pensar em como desenvolver a capacidade analítica torna-se algo muito importante para as pessoas que desejam permanecer relevantes em qualquer contexto. No artigo de hoje, trazemos uma série de cinco ações que são fundamentais para que você possa evoluir nesse sentido! O que é o perfil analítico? A habilidade do pensamento analítico, assim como qualquer outra, é natural para algumas pessoas, mas não é inata para todos. Porém, ela pode ser desenvolvida. As definições da capacidade analítica podem variar de acordo com sua área de aplicação. Em geral, a maioria dos especialistas, professores e pesquisadores fala sobre essa competência relacionando à habilidade de lidar com dados de vários tipos, vindas de fontes diversas, mas que estão dentro de um mesmo contexto, e estabelecer correlações. Tem a ver com a extração de informações que possibilitem “quebrar” o quadro geral de uma situação e desconstruí-las para identificar os detalhes como eventuais tendências sistemáticas que possam existir. Quais as melhores formas para desenvolver a capacidade analítica? Incrementar suas habilidades de pensamento crítico é algo possível, mas não tão simples. Tornar-se um solucionador de problemas mais proficiente tem uma série de benefícios. Desenvolver habilidades analíticas faz com que você aumente sua empregabilidade, algo muito importante, principalmente, no início da sua carreira. A aquisição dessas competências ajuda a realizar o seu trabalho com mais eficiência, em menos tempo. E também a ter maior capacidade para mapear o cenário e fazer o que for preciso para progredir. Ser um solucionador de problemas eficaz e criativo ajudará você a enfrentar até mesmo os mais difíceis desafios cognitivos com facilidade. Quando você entender como digerir os dados, escolher os detalhes relevantes e criar uma solução criativa, pouco poderá prejudicá-lo e o que você deseja. O pensamento crítico é um tipo de disciplina intelectual que enfatiza a síntese lógica da informação para produzir pensamento e ação informados. É uma maneira de interagirmos com informações, experiências e até mesmo com outras pessoas sem a reatividade costumeira. Algumas ações podem ajudar significativamente nesse processo, como podemos ver a seguir. 1. Seja observador Observe as pessoas no seu escritório, mas não só isso. Crie o hábito de fazer isso também fora do ambiente de trabalho. Use o máximo de seus sentidos, veja o que está acontecendo ao seu redor. Existe alguma coisa que o interesse? Lembre-se de que você precisa envolver a mente de forma ativa. Aprenda como as coisas funcionam. Mesmo que não descubra completamente, tente saber o mínimo a respeito de cada subsistema. Examinando as operações de algo, você passa a ter mais compreensão de processos, o que é vital para estimular suas habilidades analíticas. Pergunte sempre. A curiosidade é muito importante para nos deixar mais espertos. Quanto mais questionadores somos, maior é o envolvimento das nossas funções cognitivas, como atenção e memória. Fazer mais perguntas ajuda a desenvolver melhores habilidades de resolução de problemas e favorece a retenção de conhecimentos. 2. Leia mais livros A chave para melhorar a habilidade de pensamento analítico é manter a mente ativa e em funcionamento constante. Leia livros sobre diversos assuntos, mas priorizando temas técnicos que se relacionam com o seu trabalho. Crie uma estratégia de leitura ativa, questionando o que você está lendo e buscando outras informações sobre o que está sendo tratado. A leitura é um poderoso trunfo para as nossas habilidades cognitivas. Você pode, também, ingressar ou fundar um clube do livro. Esse tipo de iniciativa favorece o envolvimento e propicia o crescimento do grupo em discussões e análises durante suas reuniões. Ajuda a formar o senso crítico, o entendimento de metáforas e das intenções dos autores em cada passagem. 3. Pratique jogos de lógica Se você quer melhorar a capacidade analítica, aprender e praticar com certa frequência jogos como sudoku, quebra-cabeças, xadrez ou palavras-cruzadas podem ser bastante úteis. A melhor parte de trabalhar em jogos cerebrais para desenvolver seu conjunto de habilidades de análise é que é divertido e não requer muita motivação para começar. Tenha em mente que, para cada pequeno problema proposto em um jogo, existe ao menos uma solução. Visualize e seja articulado nas suas tentativas. Prepare duas, três ou mais alternativas, descobrindo novas formas de solucionar esses desafios. Isso funciona como um teste que prepara o seu cérebro para situações reais. 4. Aprenda uma coisa nova todos os dias Crie o hábito de aprender algo novo diariamente. Muitos de nós, uma vez terminados os estudos no colégio ou faculdade, ficam muito mais passivos em relação ao aprendizado. Lemos quando devemos, assumimos novas habilidades quando devemos, mas raramente procuramos estimulação mental e cognitiva inteiramente por nossa própria conta. Crie o hábito de tentar estar em contato com algo desconhecido e que pode despertar seus sentimentos. Pesquise sobre tópicos variados em sites da internet. Fale com profissionais de outras áreas de atuação para entender como são seus processos. Converse com os stakeholders e entenda suas expectativas. Saia e expanda sua base de conhecimento aprendendo coisas que você não conhecia no dia anterior. 5. Seja voluntário para novos projetos Se você está interessado em desenvolver sua habilidade analítica, por que não se oferecer para um projeto que envolva essa habilidade? Às vezes, tudo o que precisamos é de um pequeno empurrão para nos aprofundarmos em algo novo. Não podemos esperar que tudo caia no nosso colo. Precisamos correr atrás. Voluntariar-se para atividades diferentes, dentro da própria empresa ou externamente, por exemplo em projetos sociais, tem um impacto muito grande no processo de aprendizado. No final do dia, adquirir habilidades requer muita prática e aplicação. Então, quando pensamos em como desenvolver a capacidade analítica, certamente devemos atentar para as possibilidades de aprender com as experiências cotidianas. Pratique até que elas surjam e sejam evoluídas naturalmente. Se você se preocupa com isso desde o início da sua carreira, certamente o seu crescimento será acelerado!





