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  • Os índices de performance governamental

    Os índices de performance governamental são pedras angulares da boa governança. Em um mundo onde a confiança nas instituições públicas e privadas é fundamental, a capacidade de prestar contas por ações e decisões desempenha um papel crítico na manutenção da integridade e na promoção da eficiência. Mas, para compreender totalmente o que os Índices de performance governamental significam, precisamos falar sobre transparência e accountability. Transparência refere-se à divulgação de informações, decisões e ações de forma clara, acessível e oportuna. É a capacidade de qualquer pessoa acompanhar e compreender as atividades de uma instituição ou governo. A Lei da Transparência, por exemplo, editada em 2009, tem entre suas funções ser mais uma ferramenta de controle das contas públicas e de como o parlamento emprega o dinheiro do contribuinte. Accountability, por outro lado, é a obrigação que indivíduos ou organizações têm de prestar contas por suas ações e decisões a partes interessadas, como o público ou acionistas. Ela garante que aqueles no poder sejam responsáveis por suas ações. Ambos os conceitos estão intrinsecamente ligados à boa governança, democracia e desenvolvimento. Quando os governos são transparentes e prestam contas, a confiança nas instituições aumenta, e a corrupção é reduzida. Índices de transparência e accountability Os Índices de performance governamental são ferramentas quantitativas e qualitativas que medem o grau de transparência e accountability de governos e instituições. Eles são criados por organizações independentes e utilizam critérios rigorosos para avaliar o desempenho em várias áreas-chave. Dois dos índices mais reconhecidos internacionalmente são o Índice de Percepção da Corrupção (IPC) da Transparency International e a parceria Open Government Partnership (OGP). O IPC avalia a percepção de corrupção em governos e setores públicos de diferentes países. Ele classifica os países em uma escala de 0 a 100, sendo 0 a pontuação mais baixa (alta corrupção) e 100 a mais alta (baixa corrupção). Este índice é construído com base em várias fontes de dados, incluindo pesquisas de opinião pública e avaliações de especialistas. Com 38 pontos, o Brasil ficou em 94º lugar entre 180 países avaliados pelo IPC, em 2022. Este foi o terceiro ano consecutivo que o país recebeu a mesma pontuação. No entanto, subiu da 96º para a 94º posição, pois outros países receberam notas mais baixas, caindo no ranking. Países como Argentina, Etiópia, Marrocos e Tanzânia receberam a mesma pontuação que o Brasil neste índice. O primeiro lugar é da Dinamarca, que soma 90 pontos, seguida de Finlândia e Nova Zelândia, ambas com 87 pontos. Já a OGP, ou Parceria para Governo Aberto, é uma iniciativa global que incentiva governos a serem mais transparentes e responsáveis, colaborando com a sociedade civil. Ela utiliza um processo de avaliação e co-criação, onde governos e sociedade civil trabalham juntos para desenvolver e implementar planos de ação de governo aberto. Utilização dos índices de performance governamental Os Índices de transparência e accountability desempenham um papel vital na avaliação do desempenho governamental. Eles fornecem uma visão clara das áreas em que os governos estão acertando e onde precisam melhorar. Esses índices são usados para: Identificar fraquezas: Revelam áreas em que a transparência e a accountability são deficientes, permitindo que os governos tomem medidas corretivas. Comparar países: Permitem a comparação do desempenho entre países, promovendo a competição saudável para melhorar a governança. Estabelecer metas: Os governos podem usar as classificações dos índices como referência para definir metas de melhoria na governança. Mobilizar a sociedade civil: Os resultados dos índices podem despertar o interesse da sociedade civil e impulsionar ações para promover a transparência. Esses indicadores também são utilizados para que organizações mundiais possam propor agendas de desenvolvimento internacional, como no caso da Organização das Nações Unidas e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Essas ações impactam na construção de políticas públicas e nas estratégias seguidas por empresas de todos os setores. Os ODS são norteadores de ações promovidas pelo governo, organizações e sociedade. Assim como os fatores ESG despertaram a atenção de como as instituições devem reger os seus negócios para estarem em conformidade, os ODS são capazes de direcionar atividades e soluções que devem ser promovidas tanto pelo setor público quanto pelo setor privado. Portal da transparência no Brasil O Brasil tem feito avanços significativos no que diz respeito à transparência governamental nas últimas décadas. A criação do Portal da Transparência foi um passo importante nesse processo. O Portal da Transparência é uma ferramenta que visa promover a accountability e a transparência no Estado. Este portal, mantido pelo Governo Federal, tem como objetivo disponibilizar informações detalhadas sobre as ações, o uso de recursos públicos e a execução de políticas públicas. Ele foi lançado em 2004 e desde então tem evoluído para se tornar uma referência em termos de transparência governamental. A ferramenta ainda possibilita o acesso à informações como dados financeiros, detalhes sobre programas e projetos, salários e benefícios, e detalhes sobre licitações e contratos celebrados pelo governo. Embora essa e outras iniciativas tenham contribuído para avanços significativos no que diz respeito à transparência governamental nas últimas décadas, o cenário político brasileiro ainda apresenta dificuldades a serem superadas. Por mais que exista um grande volume de informações disponíveis no Portal da Transparência, no site da Câmara dos Deputados, no sistema e-Agendas, e em outros sites governamentais, o acesso à informação ainda pode ser um desafio para algumas pessoas, devido à falta de familiaridade com as plataformas. Nesse sentido, a Inteligov surge como a melhor solução de monitoramento de dados governamentais. A plataforma inteligente faz a leitura de todas as informações necessárias para o acompanhamento das principais decisões na política. Entre em contato com a nossa equipe e conheça os benefícios da Inteligov para a sua estratégia de monitoramento!

  • Desenrola Brasil: conheça o programa de renegociação do governo

    Uma sociedade endividada enfrenta uma série de desafios que podem ter impactos significativos em diversos aspectos da vida econômica, social e política. Com o intuito de sanar uma parcela desses problemas, o governo federal criou o “Desenrola Brasil”, programa social para a renegociação de dívidas. A iniciativa é uma parceria entre o Ministério da Fazenda, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e seus bancos associados. Idealizado pelo governo federal, o programa Desenrola Brasil visa a reintrodução de indivíduos com restrição de créditos na economia, possibilitando melhores condições para pagarem seus débitos. Nesse sentido, a expectativa do programa é de criar condições especiais e facilitar o processo de renegociação para aproximadamente 70 milhões de pessoas. Essa é mais uma das pautas vistas como prioridade na agenda econômica do governo, como foi o Arcabouço Fiscal e a Reforma Tributária. Quem está apto a participar do Desenrola Brasil? O programa abrange pessoas físicas e deve contemplar duas faixas de benefícios. A Faixa 1 corresponde a pessoas que ganham até dois salários mínimos ou que estejam inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, o CadÚnico. Para esse primeiro grupo, o Desenrola Brasil oferece a possibilidade do Fundo Garantidor de Operações (FGO) firmar a renegociação de débitos bancários e não bancários de valores negativos que não ultrapassem R$5 mil. Neste caso, não poderão ser financiadas as dívidas com garantia real, relativas a crédito rural, financiamento imobiliário, operações com funding ou risco de terceiros, além de outras operações definidas pelo Ministério da Fazenda. Já a Faixa 2 é destinada para pessoas físicas com renda mensal de até R$20 mil e que tenham dívidas com bancos inscritas em cadastros de inadimplentes até dezembro de 2022. De acordo com o governo federal, cada instituição financeira participante do programa poderá renegociar as suas dívidas, sem precisar da consolidação de diferentes credores, como no caso da Faixa 1. Conforme dados do Ministério da Fazenda, cerca de 30 milhões de pessoas devem ser beneficiadas somente na Faixa 2. E as dívidas de R$100? Segundo o governo federal apurou, mais de 1,5 milhão de brasileiros possuem dívidas no valor de R$100. Dessa forma, por meio da Portaria Normativa MF 634/23, foi possível amenizar os débitos dessa parcela da população e facilitar a renegociação de dívidas. Foi estabelecido que valores iguais ou inferiores a R$100, seriam revistos por instituições financeiras com volume de captações superior a R$30 bilhões, que tivessem o desejo de participar do programa como credores. Na prática, o débito ainda estaria ativo, mas os bancos não usariam essa dívida para inserir os correntistas no cadastro negativo. Ou seja, caso o indivíduo não tenha outras dívidas inscritas no cadastro negativo, terá o nome limpo e poderá fazer compras a prazo, assinar contrato de aluguel e contrair empréstimos, por exemplo. Nas primeiras três semanas do programa, cerca de 4,8 milhões de brasileiros viram seus nomes fora do sistema de negativados. O impacto no setor bancário e na população De acordo com dados do Banco do Brasil, desde o início do programa, a instituição já renegociou mais de R$1 bilhão em dívidas, equivalente a 122 mil clientes. Essas negociações são referentes à Faixa 2, primeiro grupo de pessoas beneficiadas pelo Desenrola Brasil. O Itaú Unibanco também percebeu uma grande demanda de interessados em aderir ao programa. Somente nos primeiros dias da iniciativa, o banco já havia fechado mais de 160 mil propostas de renegociação de dívidas. Segundo dados da instituição financeira, essa alta na procura por uma maneira de quitar os débitos equivale a um aumento de 65% nos acordos de renegociação de dívidas, em relação ao período dos últimos três meses anteriores ao programa. A Caixa Econômica Federal já chegou a regularizar mais de 110 mil contratos que estavam em atraso, totalizando R$2 bilhões de débitos renegociados. Conforme noticiado pela instituição, mais de 10 milhões de visualizações foram feitas na página do site que hospeda o atendimento ao Desenrola Brasil. Mesmo que dentro dos padrões estabelecidos pela política pública, cada um dos bancos participantes têm a sua estratégia de negócio, o que pode ser encarado como uma grande oportunidade para as instituições. Além disso, o governo federal liberou em torno de R$50 bilhões como uma forma de incentivar as instituições bancárias a participarem do programa. O valor será disponibilizado como crédito presumido, o que significa que os bancos participantes contarão com compensação tributária nas operações realizadas. Em balanço parcial realizado pela Febraban, até o início do mês de agosto, os bancos participantes do programa já haviam renegociado cerca de R$10 bilhões em dívidas, exclusivamente pela Faixa 2. A federação ainda destacou que essa adesão expressiva demonstra que existe o interesse da população em regularizar a situação econômica. Nesse sentido, reduzir o número de negativados tem um efeito imediato e positivo para a economia brasileira, e em consequência, para o orçamento público. O Desenrola Brasil deve iniciar a terceira etapa em setembro, quando o grupo da Faixa 1 passará a ser beneficiado. Se você precisa acompanhar o processo de formulação de políticas públicas para informar as empresas do seu setor sobre possíveis riscos e oportunidades, entre em contato com a nossa equipe. Especializada em monitoramento de dados governamentais, a Inteligov oferece soluções para empresas públicas e privadas, associações, organizações do terceiro setor, consultorias e escritórios de advocacia. Agende uma demonstração e veja como podemos contribuir para a sua operação.

  • A volta do voto de qualidade no CARF

    O retorno do voto de qualidade no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), está prestes a ser votado. O projeto de lei 2.384/2023, considerado uma das propostas prioritárias do governo Lula, foi aprovado pela Câmara dos Deputados em julho deste ano, em votação simbólica. Antes da votação os parlamentares ainda trabalhavam em detalhes da proposição para acrescentarem modificações ao texto principal. Agora, a matéria está prestes a ser apreciada pelo Senado Federal. Esse projeto, caso aprovado pelos senadores, significa uma vitória do governo, pois além de defender o voto de qualidade como critério de desempate, terá maiores chances de arrecadação para a União, impactando diretamente no orçamento e fortalecendo o novo conjunto de regras fiscais, aprovado nesta semana. Na prática, além de retomar o voto de qualidade no CARF, o projeto também prevê a derrubada de multas e juros que são cobrados do contribuinte no caso da aplicação do método de desempate. Além disso, também indica o cancelamento de representações fiscais para fins penais, mas somente nos casos de pagamento dos débitos dentro do prazo de 90 dias. Como funciona o voto de qualidade? O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), é um órgão colegiado administrativo brasileiro responsável por julgar recursos relacionados a questões tributárias e fiscais. Sua função é analisar e decidir sobre contestações apresentadas por contribuintes contra autuações fiscais realizadas pelos órgãos da Receita Federal. Composto por conselheiros, que podem ser representantes da Fazenda Nacional (indicados pelo governo) ou representantes dos contribuintes (indicados por entidades representativas), o CARF é dividido em turmas que se especializam em matérias específicas, como Imposto de Renda Pessoa Jurídica, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), Programa de Integração Social (PIS) e outros. Entre as regras do conselho existia o “voto de qualidade”, uma norma que frequentemente gerava debates e controvérsias, extinta em 2020. O voto de qualidade acontecia quando um processo era julgado por uma turma do CARF, composta por um número par de conselheiros, e ocorria um empate, onde o presidente da turma tinha o poder de desempatar a votação. As críticas giravam em torno deste desempate. Como o presidente é indicado pelo Fisco (Fazenda Nacional), a decisão final podia ser analisada como favorável ao órgão fiscalizador. Então, os pontos principais debatidos acerca da constitucionalidade do voto de qualidade são: Impossibilidade de empate A regra do voto de qualidade foi concebida para evitar empates nas votações do CARF, permitindo que o presidente da turma decida a questão. No entanto, críticos argumentam que, ao conceder esse poder de desempate ao representante da Fazenda Nacional, há uma vantagem injusta em favor do órgão fiscalizador, já que o presidente do CARF é indicado pelo governo. Isso pode levar a uma suposta falta de isenção nas decisões, prejudicando os contribuintes. Separação dos Poderes A Constituição Brasileira prevê a separação dos Três Poderes, onde o Executivo, o Legislativo e o Judiciário têm funções distintas e independentes. Alguns juristas e especialistas argumentam que o voto de qualidade do CARF interfere na independência do Poder Judiciário, uma vez que o presidente do conselho é indicado pelo Poder Executivo. Essa interferência poderia ser considerada inconstitucional, pois a Constituição estabelece que o Judiciário deve ser imparcial e livre de influências externas. Representatividade equilibrada A composição paritária do CARF, com igual número de representantes da Fazenda Nacional e dos contribuintes, visa garantir um equilíbrio de forças no julgamento das questões fiscais. No entanto, a aplicação do voto de qualidade pode prejudicar essa representatividade, uma vez que o voto do presidente pode anular a posição dos demais conselheiros. Isso levanta questionamentos sobre a efetividade da participação dos representantes dos contribuintes no processo decisório do conselho. Os impactos do projeto do CARF no orçamento De acordo com a equipe econômica do Ministério da Fazenda, com o retorno do voto de qualidade no CARF, o esperado é a arrecadação de até R$60 bilhões para os cofres públicos, ainda neste ano. Essa medida é um dos elementos mais importantes para que o novo conjunto de normas fiscais funcione e permita que o governo tenha condições de gastar o necessário para implementar a sua agenda. Além do retorno do voto de qualidade, a proposta prevê que a Receita Federal deverá disponibilizar um programa de autorregularização tributária. Na prática, isso quer dizer que os contribuintes poderão ser classificados de acordo com o seu nível de conformidade, podendo receber benefícios como prioridade no atendimento e na não aplicação de penalidades. Para acompanhar outras pautas prioritárias do governo, entre em contato com a nossa equipe. A Inteligov faz o monitoramento de todos os projetos que impactam o seu negócio!

  • Regulação para jogos de azar e apostas esportivas

    A legalização dos jogos de azar no Brasil, que envolve os bingos, cassinos, caça-níqueis e o jogo do bicho, é debatida no Congresso Nacional há aproximadamente três décadas, e tem chances de chegar a uma resolução no segundo semestre de 2023. Em um cenário político dinâmico, em que é possível perceber a evolução dos jogos de azar, e agora das apostas esportivas, como uma inovação no comportamento dos consumidores, a compreensão aprofundada das movimentações legislativas e das decisões governamentais sobre o tema é indispensável aos profissionais do setor. Neste contexto, a busca por um marco regulatório sólido e abrangente torna-se crucial, no sentido de proporcionar um ambiente de práticas legais. Bem como buscar um equilíbrio entre o entretenimento e os desafios associados aos jogos de azar. O que propõe a proposta para a legalização Encontrar um caminho que direcione para normas regulamentadoras pode proteger os jogadores vulneráveis e manter a integridade das competições esportivas. De acordo com dados do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em 2022, foram cumpridos 26 mandados de prisão e 57 buscas e apreensão envolvendo os jogos de azar. Em São Paulo, durante o mesmo período, a Polícia Federal chegou a cumprir mandados contra 215 estabelecimentos comerciais que tinham como atividade principal os jogos de azar e apostas esportivas. Assim, como uma maneira de garantir a legalidade dessas práticas, o debate sobre o tema ganhou notoriedade. Isso porque, muito além de implicações legais e regulatórias, a regulação deste mercado significa uma vantagem competitiva vital no atual cenário de negócios deste segmento. O projeto de lei 442/91 tem sido cotado para funcionar como o marco regulatório dos jogos de azar no país. A matéria de autoria do deputado Renato Vianna (PMDB-SC), e relatoria de Felipe Carreras (PSB-PE), visa estabelecer regras como taxações comerciais, licenças para estabelecimentos e pagamento de impostos. A proposta, apreciada pela Câmara dos Deputados no início de 2022, passou por uma votação acirrada com aprovação: 246 votos a favor e 202 contra. A Frente Evangélica, assim como as bancadas do PT e PSOL se mostraram contrárias à matéria. Já partidos como PDT, PCdoB, MDB e Solidariedade se mostraram favoráveis. O texto agora aguarda a apreciação do Senado. A medida provisória das apostas esportivas Com o aumento da visibilidade das apostas esportivas, principalmente em casas de apostas patrocinadoras de clubes e campeonatos de futebol, a discussão sobre a prática voltou a ser uma pauta de interesse público. Embora legalizadas desde 2018, por meio da Lei 13.756/18, as apostas esportivas não eram regulamentadas, ou seja, não eram alvo de fiscalização ou tributação. Em julho deste ano, o governo federal publicou a medida provisória 1.182/2023, como uma maneira de formalizar o setor, aumentar a segurança dos apostadores e encontrar uma nova fonte de receita para o Estado. De acordo com o texto da MP, a regulamentação da atividade será realizada pelo Ministério da Fazenda. Sobre a tributação, as empresas de apostas, conhecidas como “bets”, serão taxadas em 18% sobre a receita obtida por meio dos jogos, após o pagamento dos prêmios. A MP ainda determina proibições para as apostas: menores de 18 anos, agentes públicos que atuem na fiscalização do setor, pessoas que possam ter influência nos resultados dos jogos, inscritos nos cadastros nacionais de proteção ao crédito e pessoas com acesso aos sistemas informatizados de loterias de apostas. Os prós e os contras da legalização dos jogos e apostas A legalização dos jogos de azar no Brasil envolve uma série de prós e contras, abrangendo aspectos financeiros, sociais e de segurança. Os prós da legalização incluem medidas como a geração de receitas fiscais adicionais para o governo por meio da arrecadação de impostos sobre as atividades de jogos de azar. Outro ponto em destaque é que a indústria de jogos de azar pode impulsionar oportunidades de emprego direto e indireto, contribuindo para o desenvolvimento econômico e estimulando setores correlatos, como o turismo e a hospitalidade. A legalização também pode ajudar a combater o mercado paralelo e a criminalidade relacionada a atividades ilegais. Por outro lado, a legalização dos jogos de azar também traz consigo desafios significativos. Um dos principais contras é o aumento potencial no risco de vícios e problemas relacionados ao jogo compulsivo, o que pode ter impactos negativos na saúde mental e financeira dos indivíduos e suas famílias. Além disso, há preocupações legítimas sobre o aumento da criminalidade, como fraudes e lavagem de dinheiro, associada aos jogos de azar em grande escala, caso não haja regulamentação e controle rigorosos. Para equilibrar esses prós e contras, qualquer proposta de legalização dos jogos de azar deve ser elaborada com cautela. Um quadro regulatório abrangente é essencial, incorporando medidas de proteção ao jogador e prevenção de problemas de jogo compulsivo. Se você precisa acompanhar as mudanças regulatórias deste ou de qualquer outro setor, conte com a Inteligov! Entre em contato com a nossa equipe e conheça as nossas soluções de monitoramento governamental.

  • Dados governamentais: como traduzem o cenário político?

    Vivemos a era da informação, onde a análise de dados governamentais ganha destaque entre profissionais que desejam compreender as dinâmicas políticas. O cenário político pode afetar qualquer tipo de empresa, em qualquer setor econômico. Ou seja, entender os sinais e as ações políticas é uma atividade que tem ganhado valor no mercado corporativo. Isso porque, a interpretação de dados políticos pode auxiliar na viabilização de novos produtos e serviços. Também pode contribuir para o cumprimento de medidas ESG e de compliance. Contar com a expertise de quem sabe avaliar essas informações se tornou um passivo de grande valor. Uma análise criteriosa de dados do governo pode revelar como se dão os acordos e interações no âmbito do poder público. Além disso, orienta estratégias para o desenvolvimento de negócios e engajamento cidadão mais efetivo. Onde encontrar os dados para entender o cenário político? O conjunto de todas essas variáveis é o que vai formatar o que se conhece por narrativa política. Ou seja, as construções e estratégias elaboradas para influenciar a opinião pública e de todas as partes interessadas em um determinado projeto. Por meio do acompanhamento e avaliação dos dados governamentais se torna possível entender os impactos diretos ou indiretos das ações do setor público na sociedade. São essas informações que darão condições aos profissionais de relações institucionais e governamentais (RIG), para que realizem a interlocução entre o setor privado e os agentes públicos e órgãos do governo. Mas como é possível entender o cenário político por meio de dados? E quais dados podem revelar insights relevantes? Essas informações são produzidas pelos processos que desenham os Três Poderes, órgãos reguladores, grupos de interesse e stakeholders. Por exemplo, na esfera da política que acontece no setor público, a qual obedece uma série de regimentos, normas e diretrizes específicas, é possível encontrar uma variedade de fontes de dados políticos que oferecem insights sobre eleições, governo, legislação e outros aspectos do sistema político. Aqui estão algumas das principais fontes oficiais onde é possível encontrar dados governamentais: Câmara dos Deputados e Senado Federal: Os sites da Câmara dos Deputados e do Senado Federal oferecem acesso a informações sobre projetos de lei, votações, discursos e atividades parlamentares em geral. Casas Legislativas Estaduais e Municipais: Nos sites das casas legislativas estaduais (assembleias legislativas) e municipais (câmaras municipais), é possível encontrar informações relacionadas às atividades, legislação, membros e funcionamento desses órgãos legislativos. As informações disponíveis podem variar de acordo com a jurisdição e o nível de transparência de cada casa. Supremo Tribunal Federal (STF): No site do STF existe uma variedade de informações e dados relacionados às atividades, jurisprudência, funcionamento do tribunal e notícias sobre a interpretação da Constituição e resolução de questões legais de relevância nacional. Diários Oficiais: Nessas publicações é possível encontrar informações relevantes sobre ações, decisões e comunicados do poder público. Esses diários desempenham um papel fundamental na transparência governamental, permitindo que os cidadãos e profissionais acessem informações legais e administrativas. Agências Reguladoras: Nos sites das agências reguladoras, você pode encontrar uma variedade de informações relacionadas às atividades, regulamentações e supervisão das indústrias ou setores sob sua jurisdição. Ministérios: Nestes portais, está disponível uma curadoria de informações relacionadas às políticas, programas, projetos e atividades sob a responsabilidade de cada ministério, assim como a agenda ministerial. Além dos sites oficiais do governo, existem várias fontes informais de dados que podem ser utilizadas para entender o cenário político. Essas fontes podem fornecer insights complementares e perspectivas diferentes sobre a política e os acontecimentos atuais. No entanto, é importante lembrar que as fontes informais podem variar em termos de confiabilidade e precisão. Portanto, é essencial avaliar criticamente as informações obtidas. Algumas fontes informais de dados incluem mídias sociais, pesquisas de opinião pública, reportagens investigativas, publicações acadêmicas, entrevistas, etc. Desvendando o cenário político por meio da interpretação dos dados A intersecção e análise de dados governamentais desempenham um papel fundamental na criação de uma narrativa política sólida e bem embasada. Ao cruzar dados de diferentes órgãos oficiais, emerge uma visão abrangente do cenário político, permitindo que nuances sejam reveladas e tendências sejam identificadas. É essa análise de dados que fornece a base quantitativa para sustentar os argumentos e conclusões em uma narrativa política, fortalecendo a autoridade e a credibilidade do discurso. A metodologia começa pela identificação de fontes confiáveis e relevantes, como os sites de agências reguladoras, institutos de estatística e diários oficiais. Uma vez coletados os dados, é essencial padronizá-los e organizá-los de maneira coerente, garantindo que sejam comparáveis e estejam prontos para serem estudados. A análise exploratória dos dados, por meio de técnicas estatísticas e visualizações gráficas, revela padrões iniciais e direciona uma investigação mais aprofundada. Ao comparar dados de diferentes fontes, é possível identificar correlações entre variáveis, destacando relações antes não evidentes. Isso possibilita a formulação de hipóteses mais informadas e o exame de possíveis causas subjacentes. A identificação de lacunas nas políticas existentes, as áreas com necessidade de aprimoramento e os impactos de intervenções governamentais são apenas algumas das possibilidades. A análise de dados também pode ajudar a identificar grupos demográficos específicos afetados por políticas, permitindo uma narrativa mais inclusiva e direcionada. Ao contextualizar os resultados dentro do ambiente político mais amplo, a narrativa ganha profundidade e significado. Os insights extraídos dos dados fornecem uma base sólida para a argumentação, permitindo que os especialistas políticos forneçam análises perspicazes e baseadas em evidências para os formuladores de políticas, líderes e a população em geral. No entanto, é importante reconhecer que os dados sozinhos não contam a história completa. Uma narrativa política bem sucedida combina análises de dados com um entendimento qualitativo das complexidades políticas, culturais e sociais. Esse tipo de trabalho pode enriquecer e fortalecer a narrativa política, tornando-a mais impactante e convincente em um cenário de tomada de decisões e debates políticos. Pensando em facilitar o processo de coleta de informações e o cruzamento dos dados, a Inteligov desenvolveu soluções para que você entenda o cenário político de forma simplificada! Entre em contato com nossos especialistas e veja como podemos impulsionar as suas estratégias políticas!

  • Presidencialismo de coalizão: um sistema em análise

    No momento em que as atividades parlamentares são retomadas no Congresso Nacional, após o período do recesso, algumas questões pairam sobre como será conduzido o restante do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. A teoria do presidencialismo de coalizão, que explica o funcionamento do sistema de governo no país, foi amplamente debatida entre os anos 2014 e 2018. Naquela época já era possível observar movimentações que indicavam uma mudança significativa nas trocas entre o Poder Executivo e o Poder Legislativo. Em retrospecto, este modelo de governo mostrou eficiência durante os dois governos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995 a 2002), e os dois primeiros mandatos de Lula (2003 a 2010). Em meados de 2013, durante o governo de Dilma Rousseff, o sistema passou a apresentar certa instabilidade, até que a dificuldade da presidenta em articular com o parlamento, culminou no seu processo de impeachment. Ao assumir a presidência, em 2017, Michel Temer dá continuidade a um ciclo em que já se percebia o enfraquecimento total do modelo de presidencialismo de coalizão. Foi assim que a insatisfação popular materializou a busca por uma “terceira via”, colocando Jair Bolsonaro como o candidato que proporia uma nova forma de articulação com deputados e senadores. Na prática, o resultado foi diferente do esperado. Durante o governo de Bolsonaro, o Legislativo acabou por ganhar ainda mais força perante o Executivo, firmando-se como principal decisor e executor das ações governamentais. Nesse sentido, o retorno de Lula à presidência reacende as discussões sobre qual será o melhor modelo para se governar, tendo em vista que nunca na história política brasileira Câmara e Senado tiveram tanta liberdade de atuação. Presidencialismo de coalizão: da teoria à prática O presidencialismo de coalizão é um conceito apresentado pelo cientista social Sérgio Abranches, no final da década de 1980. Para entendê-lo, é necessária a análise à luz do momento histórico, no qual o Brasil formulava uma nova Constituição, após mais de 20 anos de ditadura. Assim, na esfera política, prevaleceu o desejo por uma reação à autocracia que marcou o período anterior, definida por um governo autoritário e um bipartidarismo que, na prática, equivalia ao domínio de uma só legenda. O resultado foi um arranjo institucional no qual a presidência da república era forte, mas minoritária no Congresso. A variável que explica esse dilema é a regra eleitoral. Enquanto o presidente é eleito pelo voto majoritário nacional, os congressistas disputam colégios eleitorais estaduais, sendo a Câmara eleita pelo voto proporcional e o Senado pelo voto majoritário. Com a vigência da representação proporcional, os partidos políticos se multiplicaram no país e, então, passou a ser comum o desalinhamento no voto para o Executivo e o Legislativo. Quem votava no candidato à presidência de um partido, frequentemente optava por candidatos ao parlamento de partidos diferentes. Muitas vezes com orientações ideológicas distintas. Nesse contexto, todos os presidentes do Brasil começaram seus mandatos sem maioria na Câmara e Senado e, então, sobreveio o incentivo para a formação de coalizões no Congresso. Os primeiros dez anos deste modelo político foram marcados por dúvidas e críticas à sua funcionalidade. Os principais pontos incluíam a dificuldade de coordenar tantos interesses concorrentes no Congresso para produzir acordos e avançar em políticas públicas. Também argumentava-se que os votos “diferentes” para o presidente e parlamentares poderiam originar um problema de legitimidade. Essa situação colocaria os dois Poderes em um impasse, já que não havia a possibilidade de remover o presidente do cargo antes do fim do seu mandato, exceto via impeachment, que é uma solução politicamente custosa. Foi então que autores brasileiros como Argelina Figueiredo e Fernando Limongi confrontaram esses argumentos com a realidade. Neste empenho, evidenciaram que a performance dos parlamentares no Congresso estava, em média, em sintonia com as preferências do presidente. Como resultado, entre 1990 e 2010, mais de 75% de todas as proposições legislativas aprovadas foram de iniciativa do Executivo. O apoio congressual era garantido pelos múltiplos instrumentos que o Executivo dispunha, como prerrogativas orçamentárias e administrativas. Ou seja, a presidência podia gastar dinheiro público, em certos casos, de forma facultativa e se valia disso para recompensar o apoio de partidos e líderes no parlamento. Em paralelo a isso, ainda havia a possibilidade de acomodação de indicados pelos partidos nos ministérios, permitindo que diferentes grupos tivessem influência sobre as políticas públicas do governo. Este arranjo começou a mudar em 2014, com a deterioração da economia e do capital político da presidência à época. Como na política não existe vácuo de poder, o Congresso cresceu em produção legislativa e alocação orçamentária. O equilíbrio entre Poder Legislativo e Poder Executivo Atualmente, deputados e senadores determinam onde devem ser gastos dezenas de bilhões de reais do orçamento público. Com isso, parlamentares dependem cada vez menos do Executivo para garantirem sua sobrevivência política. Depois de oito anos de enfraquecimento do Executivo perante o Congresso, o esfarelamento do presidencialismo de coalizão era considerado uma probabilidade por analistas e operadores da política. Contudo, os recentes avanços do governo atual em sua pauta prioritária indicam a possibilidade de que um novo equilíbrio esteja se estabelecendo. Um no qual o governo não renuncia ao poder de agenda em áreas mais caras no âmbito das políticas públicas, mas compartilha cada vez mais com o parlamento a concretização dessas pautas em iniciativas que impactam a vida das pessoas. Estes esforços podem ser percebidos tanto na aprovação da proposta da reforma tributária e do novo arcabouço fiscal, por exemplo. Foi necessária uma ampla ação do Executivo para realizar a articulação com o Congresso e obter um resultado favorável para pautas consideradas prioritárias para o governo Lula. Vale ressaltar que acompanhar as movimentações do Poder Executivo e do Legislativo pode facilitar o entendimento sobre a dinâmica política atual e os impactos causados na sociedade. Entre em contato com a nossa equipe e veja como a Inteligov pode te ajudar a montar boas estratégias com base no comportamento dos tomadores de decisão!

  • O papel do advocacy para políticas públicas

    Nesta semana, a Comunidade Inteligov teve a honra de receber uma figura de destaque no cenário da incidência política: Arquias Cruz, assessor de advocacy internacional e professor de advocacy e políticas públicas. O evento online contou com a apresentação de Gabriel Barreto, especialista em soluções de RIG da Inteligov. A palestra foi direcionada especialmente para profissionais de relações institucionais, governamentais e áreas correlatas, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre o papel estratégico do advocacy no contexto das políticas públicas. A Comunidade Inteligov se destaca como um hub de interação dedicado a profissionais que compartilham o interesse em defender interesses e fomentar a interlocução entre os setores público e privado. Seu propósito é claro: promover a inovação, disseminar conhecimento e viabilizar conexões valiosas entre os membros, proporcionando uma plataforma única para a troca de ideias e experiências relevantes. Nesta cobertura especial, apresentaremos as principais reflexões e insights trazidos por Arquias Cruz, explorando o papel essencial do advocacy como uma ferramenta estratégica na formulação, implementação e avaliação de políticas públicas, também com foco em organismos internacionais. A prática do advocacy na esfera internacional No início do debate, Gabriel comenta sobre como a política que ocorre em espaços internacionais difere da institucionalidade em nível nacional, que é pautada pelos Poderes Legislativo e Executivo, e entidades da sociedade civil. Para contextualizar as diferenças da prática de advocacy entre profissionais que lidam com organismos nacionais e internacionais, Arquias explica que a esfera internacional pode apresentar aspectos muito desafiadores, por conta da barreira de idioma e de dinâmicas geopolíticas. “A esfera internacional é muito rica e desafiadora, justamente por ampliar o leque de possibilidades, por conta de diferentes ambientes, stakeholders, e também pelas dinâmicas geopolíticas que estão envolvidas.”, pontua Arquias. Arquias destaca que a incidência política internacional deve influenciar as decisões políticas ao envolver a participação em conferências internacionais, a colaboração com organizações internacionais e a promoção de questões em nível global. O especialista cita que o profissional que lida com campanhas de advocacy em organismos internacionais também deve conhecer o efeito boomerang - como é mencionado na literatura das relações internacionais -, e que significa buscar em outros ambientes a pressão necessária para influenciar as suas causas internas. A importância das coalizões para facilitar o fluxo de trabalho Em diversos momentos da conversa, Arquias destacou a importância das coalizões como uma ferramenta poderosa para o advocacy, com o argumento de que elas permitem que organizações e indivíduos tenham a chance de unir forças para promover causas em comum. Além disso, as coalizões podem ser particularmente úteis em contextos internacionais, onde a representação e o acesso podem apresentar maiores dificuldades para as partes desempenharem um poder de influência. Arquias também mencionou que trabalhar em coalizão pode ser uma oportunidade de aprendizado. Ele afirma que essa é uma das formas que os profissionais utilizam para aprender uns com os outros, o que pode ajudar a melhorar suas práticas de advocacy. Outra questão importante levantada por Gabriel durante o evento foi a responsabilidade do advocacy em levantar discussões relevantes para a sociedade civil. Pensando nessa perspectiva, Arquias contou como é feito esse trabalho de mobilizar as pessoas, formular uma pauta e apresentá-la aos tomadores de decisão. “A base desse trabalho é o diálogo. Mas, mais importante do que saber se comunicar e falar bem, é saber escutar.”, afirma Arquias. Para refinar as pautas e iniciar o processo decisório na política, o profissional de advocacy deve ter o compromisso ético de entender todas as perspectivas do problema. Só assim ele estará apto a apresentar possíveis soluções para as diferentes partes envolvidas. Já sobre a participação social, essa deve ser uma das práticas defendidas pelos profissionais de advocacy, pois na visão do especialista, o representante das pautas não deve ofuscar o grupo a quem ele representa, garantindo a sua legitimidade. Os grupos de interesse da sociedade civil e os representantes devem trabalhar em parceria, uma vez que é dever dos profissionais de advocacy agregar valor à matéria por meio da competência técnica e qualidade política para o debate com os decisores. Avaliando o sucesso das campanhas de advocacy Arquias discutiu a importância de avaliar o sucesso das campanhas de advocacy e mencionou alguns indicadores que podem ser usados para essa avaliação. Ele ressaltou que, embora a mensuração do trabalho ainda esteja em desenvolvimento, especialmente no contexto internacional, existem algumas maneiras de avaliar o impacto das campanhas. "O primeiro passo para avaliar o sucesso de uma campanha de advocacy é definir claramente seus objetivos. Isso pode incluir a aprovação de uma lei, a renovação de uma política pública, ou a mobilização de autoridades em prol de um posicionamento.”, pontua. Além disso, a quantidade de autoridades e parceiros que foram mobilizados em prol da campanha; a quantidade e qualidade de conteúdo produzido, como relatórios, documentos de pesquisa e artigos; e alcance de engajamento da campanha são outros indicadores que devem ser acompanhados. Um exemplo de política pública bem-sucedida, mencionado por Arquias, é a Lei Maria da Penha. Neste projeto, o advocacy desempenhou um papel fundamental na promoção por mudanças na legislação brasileira sobre a violência doméstica. Nos momentos finais da conversa, Arquias também falou sobre como a tecnologia tem impactado as práticas de advocacy. Desde atividades relacionadas à comunicação até o monitoramento legislativo, as novas tecnologias têm ganhado espaço nas campanhas. “Acompanhar a agenda de autoridades e as matérias discutidas no Congresso Nacional facilita bastante o nosso preparo para o diálogo com os mandatos que podem ser mais abertos para as nossas pautas.”, destaca Arquias. No entanto, na opinião do especialista, é preciso ter cautela ao utilizar a inteligência artificial e não deixar de lado a experiência e análise humana. Afinal, o advocacy é embasado no senso crítico e relacionamentos. Para assistir ao evento completo, acesse este link! Gostou da conversa? Então faça a sua inscrição gratuita na Comunidade Inteligov e participe dos próximos eventos!

  • A inteligência legislativa na formulação de políticas públicas

    Para quem acredita que a inteligência artificial (IA) é assunto de ficção científica, vale a pena repensar o quanto essa ferramenta pode transformar a atuação de quem atua com relações governamentais. Esse tipo de tecnologia permite facilitar a coleta e organização de informações, contribuindo para uma leitura mais dinâmica e assertiva dos dados coletados. Além disso, é possível encontrar nas ferramentas tecnológicas meios para melhorar a gestão de times e contribuir na produtividade. No entanto, esses processos sozinhos não servem para montar estratégias que influenciem tomadores de decisão na política, por exemplo. A combinação entre os métodos que otimizam a realização de tarefas por meio de IA e a análise crítica de profissionais resulta no que pode ser caracterizado por inteligência legislativa. A inteligência legislativa refere-se ao uso de tecnologia e análise de dados para apoiar o trabalho que envolve o processo legislativo. Ela abarca a busca por informações, estudo e interpretação de dados relevantes para a elaboração de leis e tomada de decisões legislativas. Esse processo é essencial para que legisladores e suas equipes tenham acesso a um conteúdo preciso sobre questões políticas, sociais, econômicas e jurídicas. Ao analisar essas informações, a inteligência legislativa pode ajudar a identificar problemas emergentes, tendências, lacunas na legislação existente e possíveis soluções. Ela também pode auxiliar na avaliação do impacto potencial de novas políticas e leis. Em resumo, a inteligência legislativa é uma abordagem que busca fornecer aos legisladores informações relevantes e análises embasadas para auxiliá-los na tomada de decisões e no desenvolvimento de políticas e leis mais eficazes. O passo a passo da inteligência legislativa No complexo cenário político atual, influenciar na elaboração de políticas públicas eficientes e embasadas é um dos grandes desafios para quem atua com lobby, advocacy e relações governamentais. Uma das maiores dificuldades desses profissionais é lidar com a alta produção de informações e saber identificar quem são os atores que podem contribuir positivamente com os seus planos de ação. Diante da vasta quantidade de posicionamentos disponíveis, como os parlamentares, por exemplo, podem identificar problemas, acompanhar tendências e aproveitar oportunidades para promover mudanças significativas? Veja a seguir algumas das situações em que a inteligência legislativa pode revolucionar a forma como as políticas públicas são construídas. Monitoramento O primeiro passo para obter sucesso em um planejamento governamental é saber o que está acontecendo no menor tempo possível. A inteligência legislativa desempenha um papel crucial nesse processo, permitindo a coleta e análise de informações em tempo real. É importante destacar que a IA não vai identificar o problema sozinha. O profissional deverá entender sobre o contexto do problema para saber o que deve procurar por meio de ferramentas especializadas. Insights Conseguir olhar para os dados monitorados e extrair quais são as informações relevantes. Nesse sentido, a inteligência legislativa seria a combinação de tecnologias capazes de cruzar informações e criar relatórios personalizados, para que o profissional identifique quais são os indicadores que podem orientar a formulação de políticas públicas que respondam às necessidades dos stakeholders envolvidos. Inteligência preditiva A inteligência legislativa também deve ajudar a identificar as oportunidades para promover mudanças no cenário político. Nesse sentido, analisar quais são as tendências de um setor e entender quais são os riscos envolvidos na tomada de decisão pode ser crucial no momento de escolher um caminho para trilhar. Inteligência contextual Como as relações governamentais são baseadas nas relações humanas, habilidades como “análise de sentimento” (entender se num discurso o posicionamento é contrário ou favorável), são muito importantes para mapear as partes interessadas e direcionar estratégias de engajamento, por exemplo. Outro ponto fundamental é a "extração de entidades", em que é possível verificar se no discurso foi mencionado um nome, marca, organização ou qualquer dado que precise ser destacado. Trabalho em equipe Ter a possibilidade de fazer com que vários profissionais ou diversas equipes colaborem em um planejamento, gerando mais valor sobre a base de informações, também é uma das premissas da inteligência legislativa. Partindo do princípio que esse tipo de inteligência pode ser conceituada pela extração de informações acionáveis dos dados legislativos quantitativos e qualitativos, é possível entender que há muitos caminhos para desenvolver a inteligência legislativa. Ou seja, por meio do cruzamento de dados quantitativos (número de proposições, projetos que tramitam em cada comissão, relatorias, etc.) e qualitativos (entender o ambiente político e a correlação de forças vigentes, as tendências pessoais dos principais stakeholders), é possível extrair possibilidades diversas para uma atuação estratégica. Os benefícios da inteligência legislativa Agora que entendemos os conceitos fundamentais da inteligência legislativa, vamos explorar alguns benefícios práticos que essa abordagem pode trazer para a formulação de políticas públicas. Maior participação pública: A utilização de ferramentas tecnológicas e plataformas online pode facilitar o envolvimento da sociedade no processo legislativo, permitindo que os cidadãos contribuam com suas opiniões e propostas. Isso pode ampliar a visão de quem monitora os problemas sociais. Avaliação de impacto: A inteligência legislativa permite avaliar o impacto potencial de novas políticas antes de sua implementação, identificando possíveis consequências e ajustando as medidas propostas, o que contribui para a tomada de decisões mais informadas e responsáveis. Promoção da transparência: A disponibilização de informações atualizadas e análises embasadas promove a transparência no processo legislativo, aumentando a confiança da sociedade nas instituições e fortalecendo a democracia. Se você deseja elaborar estratégias contando com a inteligência legislativa, entre em contato conosco e saiba como a Inteligov pode auxiliar o seu departamento. Nosso sistema SaaS oferece, além do monitoramento de proposições, ferramentas de gestão das informações, facilitando o trabalho do dia a dia da sua equipe. Peça uma demonstração e conheça as nossas soluções!

  • O mandato parlamentar na nova política

    Em meio a diversos problemas sociais e econômicos que se agravam ano após ano, é cada vez mais evidente a necessidade de se construir uma nova política. Nos moldes tradicionais, em que a atenção fica voltada para as convicções do parlamentar, não há espaço suficiente para a participação da sociedade na busca por soluções que melhorem a vida da população. Na tentativa de mudar a forma como a política é feita, especialistas da área preocupados em garantir a construção de projetos que tenham efeito positivo para os cidadãos, têm reformulado os processos que orientam um mandato parlamentar. Para entender mais sobre como funciona um mandato parlamentar na nova política, a Comunidade Inteligov recebeu Thayene Rocha, chefe do gabinete Aba Reta na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). O caminho até a política Thayene é uma cientista política e comunicóloga, com mais de dez anos de experiência nas áreas de relações institucionais e governamentais (RIG), com foco em comunicação política e estratégias eleitorais. Ao longo de sua carreira, na iniciativa privada e terceiro setor, participou ativamente de quatro eleições, incluindo eleições gerais e municipais, desempenhando um papel fundamental como coordenadora das duas campanhas do deputado distrital Max Maciel. Além disso, é cofundadora do coletivo de mulheres "Nós por Nós", uma organização que tem influência na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE-DF). Por ter acumulado experiência em diferentes setores, como em campanhas eleitorais, consultorias, empresas privadas e de terceiro setor e agências de comunicação, Thayene acredita que foi essa bagagem bastante diversa que a encaminhou para assumir a chefia de um gabinete. A cientista política também lembrou de sua passagem pela Inteligov, onde atuou como especialista em soluções de RIG. Quando iniciou na startup, Thayene deparou-se com o desafio de unir as relações governamentais com o setor de vendas, e acredita que esse foi um passo bastante importante para que pudesse desenvolver ainda mais suas habilidades de liderança. “Como a Inteligov foi a minha última experiência antes de me juntar à equipe, sinto que o conhecimento ficou muito fresco em minha mente e eu pude colocar em prática tudo o que eu aprendi neste novo desafio.”, destaca” Comunicação assertiva para criar conexões Engana-se quem acredita que a nova política é sinônimo de juventude e novos rostos ocupando cadeiras nos Poderes Legislativo e Executivo. Thayene explica que a nova política não se faz apenas por trazer gente jovem para o parlamento. “Muitos jovens no ambiente político possuem condutas e formas de liderança ultrapassadas, e nada se diferem de parlamentares que estão no poder há 20, 30 anos”, pontua. O que precisa ser feito é manter coerência entre o discurso e a prática, seja na hora de montar a equipe do gabinete, no momento de traçar as estratégias que vão moldar o mandato e na maneira de conduzir os processos. Essa é a verdadeira renovação, acredita Thayene. Nesse sentido, Juliana Gomes, diretora de comunicação e marketing da Inteligov, atenta para a importância de saber dialogar com a sociedade sobre quais os objetivos da nova política, e questiona Thayene sobre como ela encontrou o caminho para fazer esse tipo de comunicação. “Eu cresci observando essa transição, essa transformação política, e percebi isso no dia a dia, seja nas relações governamentais e na comunicação”, comenta Thayene. As redes sociais, por exemplo, são parte importante de como vemos a comunicação na nova política. Em meados de 2013, os parlamentares ainda tinham dúvidas de como e se deveriam se comunicar por ali. Em 2014, já não era possível fugir dessa realidade, lembra Thayene. E, por mais que a utilização das redes sociais não signifique o sucesso da comunicação na nova política, elas assumiram um papel fundamental nos mandatos e no marketing político. Thayene chama a atenção para a quantidade de votos (35.758) que o deputado distrital Max Maciel recebeu para ser eleito. Por se tratar de um novo candidato, de um parlamentar sem mandato ativo, que teve o voto mais barato da CLDF, dentre todos os eleitos, a chefe de gabinete credita muito do bom resultado que obtiveram pela eficiência do trabalho da comunicação e mobilização nas redes sociais. “Nossa comunicação foi muito assertiva. Nós sabíamos exatamente com quem deveríamos nos comunicar durante o processo eleitoral, ao mesmo tempo que fazíamos um movimento de rua mais tradicional.”, destaca. Thayene ainda conta que um dos grandes diferenciais das redes sociais do deputado Max Maciel são os conteúdos educativos, que falam diretamente com seus eleitores e que abordam temáticas de pautas prioritárias, como a mobilidade urbana. “Em nossa narrativa, nós contamos a história das pessoas, das cidades, dos projetos, e não só exaltamos resultados”, afirma. Equipe diversa para fazer a diferença Uma das primeiras preocupações no momento de montar a equipe do gabinete foi a de contar com o maior número possível de mulheres, sem deixar de conciliar com as escolhas técnicas e políticas. Thayene explica que uma estrutura estratégica com muitas mulheres é algo pouco visto nos mandatos, porém contar com a diversidade feminina poderia agregar qualidade ao trabalho que desejavam desenvolver. Então, para se preparar para a montagem da equipe, conversou muito com outras lideranças que pudessem apoiá-la nesse desafio. Durante o processo, Thayene também buscou entender quais as dificuldades de se encontrar pessoas qualificadas para os cargos. Ela diz que é muito comum ver pessoas da área dizerem não ser possível encontrar na diversidade profissionais capacitados, porém, acredita que também é um dever de quem contrata saber ponderar as exigências feitas para o cargo. Dessa forma, descobriu como poderia montar um gabinete técnico, sem deixar de atender às expectativas de um mandato periférico. O ambiente diverso e inclusivo fez com que o olhar para pautas mais significativas para a população estivesse presente em todos os passos das estratégias. Isso fez com que o gabinete se tornasse uma referência para quem também vislumbra a atuação nos moldes da nova política. Ao final da conversa, Thayene também exaltou a importância de manter a boa informação sobre quais ações estão sendo colocadas em prática no mandato, além de prezar pela transparência da destinação dos recursos públicos utilizados. Para conferir o evento completo, faça a sua inscrição gratuita na Comunidade Inteligov e tenha acesso a todos os vídeos de encontros anteriores.

  • O valor das atividades de relações governamentais

    No atual cenário empresarial, em que as empresas estão cada vez mais sujeitas a regulamentações e mudanças políticas, os profissionais de relações governamentais desempenham um papel fundamental. Eles são os responsáveis por estabelecer estratégias eficazes de interação com o governo e influenciar políticas públicas para beneficiar suas organizações. No entanto, para se destacarem nessa área, é necessário adotar métodos que otimizem a rotina de busca e análise de dados governamentais. Neste artigo, exploraremos como essas práticas podem gerar valor para a empresa. Compreensão dos stakeholders e suas necessidades Uma das práticas mais importantes para os profissionais que atuam na linha de frente da defesa de interesses é cultivar relacionamentos. Ter facilidade em compreender profundamente os stakeholders envolvidos na tomada de decisão política pode significar um grande benefício no momento de montar estratégias de engajamento. Ao coletar dados relevantes sobre os stakeholders, como histórico político e posicionamentos, os profissionais de relações governamentais podem personalizar suas abordagens e mensagens para cada audiência específica. Essa personalização aumenta a probabilidade de sucesso na influência de políticas públicas e na defesa dos interesses, o que nos leva a destacar outra prática fundamental: o estabelecimento de parcerias estratégicas. Os profissionais de relações institucionais e governamentais, (RIG), devem pensar em construir relações com atores para além da política. Essas parcerias podem ser estabelecidas com outras organizações, associações setoriais, ONGs e até mesmo com empresas de setores próximos de sua operação. Ao colaborar com outras entidades que compartilham interesses e objetivos semelhantes, os profissionais de RIG podem fortalecer sua influência e capacidade de moldar políticas públicas. Essas parcerias estratégicas oferecem diversas vantagens, como: Ampliação do alcance: Ao unir forças com outras organizações, é possível ampliar o alcance das mensagens e argumentos, alcançando um número maior de legisladores e influenciadores políticos. Isso pode aumentar a visibilidade e a relevância das propostas defendidas pelas empresas. Maior legitimidade: Ao associar-se a entidades respeitadas e reconhecidas no setor, as empresas ganham maior legitimidade perante o governo e a sociedade. Essa legitimidade fortalece a credibilidade das posições defendidas e aumenta as chances de sucesso na influência de políticas públicas. Troca de conhecimento e recursos: As parcerias estratégicas permitem o compartilhamento de conhecimento, experiências e recursos entre as organizações envolvidas. Essa troca enriquece a capacidade de análise e formulação de estratégias, agregando maior valor às atividades de relações governamentais. É importante ressaltar que o estabelecimento de parcerias estratégicas requer um cuidadoso processo de seleção e construção de relacionamentos sólidos. É fundamental identificar organizações com interesses e valores alinhados, bem como estabelecer canais de comunicação eficientes e transparentes. Monitoramento e antecipação de cenários As regulamentações governamentais podem ter um impacto significativo nas operações e no ambiente de negócios de uma empresa. Portanto, é fundamental identificar e compreender antecipadamente as mudanças regulatórias que possam afetar a organização. Com o uso de ferramentas adequadas, é possível automatizar o processo de monitoramento legislativo, economizando tempo e recursos. Essas ferramentas permitem filtrar informações relevantes, receber alertas em tempo real sobre mudanças e acompanhar o progresso dos projetos de lei. Dessa forma, os profissionais de relações governamentais podem se concentrar na análise estratégica e na tomada de decisão informada. Ao antecipar o impacto regulatório, esses especialistas podem se preparar de forma proativa, minimizando riscos e aproveitando oportunidades. Aqui estão alguns aspectos importantes a serem considerados na prática da antecipação do impacto regulatório: Monitoramento constante: É essencial acompanhar de perto as mudanças regulatórias em andamento. Isso inclui monitorar projetos de lei, políticas propostas, discussões legislativas, regulamentações em consulta pública e outras fontes de informação relevantes. O uso de ferramentas de monitoramento legislativo automatizado pode facilitar esse processo, fornecendo atualizações em tempo real e alertas sobre alterações relevantes. Análise de tendências: Além de acompanhar eventos legislativos individuais, é importante analisar as tendências e padrões emergentes. Identificar tendências regulatórias pode ajudar a prever o direcionamento futuro das políticas e regulamentações. Por exemplo, se houver um aumento das discussões sobre questões ambientais, é possível prever que medidas regulatórias mais rigorosas neste campo possam estar por vir. Avaliação de impacto: Uma vez identificadas as mudanças regulatórias em potencial, é necessário avaliar seu impacto na empresa. Isso envolve analisar como as novas regulamentações afetam as operações, a conformidade, os custos, a competitividade e outros aspectos relevantes. Essa avaliação pode ser feita em colaboração com equipes internas, como jurídica, conformidade, finanças e operações. Com base na análise de impacto, os profissionais de relações governamentais podem desenvolver estratégias para lidar com as mudanças regulatórias. Isso pode envolver o engajamento proativo com órgãos governamentais, legisladores e outras partes interessadas relevantes. O objetivo é influenciar a formulação das políticas públicas, propor alterações benéficas e defender os interesses da empresa. Tomada de decisão embasada em dados Após compreender os stakeholders e contar com o monitoramento de dados governamentais para estruturar possíveis cenários, o profissional de RIG é capaz de oferecer uma visão mais analítica para a tomada de decisão. A primeira etapa para a tomada de decisão embasada em dados é a coleta e análise de informações relevantes. Isso pode envolver a busca de dados governamentais, estudos de impacto, pesquisas de opinião pública, relatórios setoriais e outras fontes confiáveis de dados. A tecnologia desempenha um papel crucial nesse processo, permitindo o acesso a uma ampla gama de informações e ferramentas de análise avançada. É importante garantir que os dados utilizados sejam confiáveis e de qualidade. Isso implica na verificação da fonte dos dados e na avaliação da metodologia de coleta. A verificação cruzada de diferentes fontes e a consulta a especialistas podem ajudar a garantir a validade e a robustez dos dados utilizados. Além de coletar as informações, é necessário analisá-las em busca de tendências e padrões significativos. Isso pode envolver o uso de técnicas estatísticas, relatórios e visualização de dashboards. Ao final desse processo, os profissionais de relações governamentais devem ser capazes de sintetizar informações complexas e apresentar os resultados de forma clara e convincente para as partes interessadas internas e externas. Mostrar o valor das atividades das relações governamentais é um dos objetivos da Inteligov. Por meio do monitoramento automatizado e inteligência artificial auxiliamos empresas de diversos segmentos a coordenar estratégias mais eficazes. Entre em contato com a nossa equipe e confira os benefícios da Inteligov para a sua rotina!

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