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  • Foto do escritorAnna Carolina Romano

Lobby: um dos motores da democracia

Atualizado: 7 de mar. de 2023




O que, de fato, caracteriza a democracia? De bate pronto a resposta parece simples e certeira: trata-se de um regime onde representantes eleitos pela população exercem o poder político. Esse modelo de governo deve levar em consideração todos os cidadãos –  todos os governados têm o direito à participação política.


No outro polo, além dos representantes oficiais temos ainda diversas peças fundamentais que fazem a interlocução entre a sociedade e o poder público.


Dar voz a todas as pessoas que compõem um Estado é impossível. São milhares de indivíduos que carregam suas singularidades e que inevitavelmente enxergam problemas distintos. Da mesma forma, esperar que parlamentares – que correspondem a uma parcela quase invisível de todos os habitantes do país – sejam capazes de, sozinhos, acompanhar as demandas de seus representados, chega quase a parecer um trabalho designado para não ser cumprido.


Então, para que as prioridades sejam definidas, uma série de informações devem ser colhidas e analisadas. Informações que dizem respeito a mim e a você. Se estivermos pensando em uma construção de políticas públicas a nível nacional, a análise de dados deve ser ainda mais abrangente e capaz de relacionar os interesses de moradores das cinco regiões do país. A complexidade na escolha das prioridades fica ainda mais evidente quando observamos o crescimento populacional e entendemos a disparidade entre as camadas sociais.



Como identificar as prioridades?

E quais são e onde estão essas informações? Elas estão sendo geradas a todo instante e estão por toda a parte. São as situações que acontecem nas escolas, nos condomínios, no transporte, nos hospitais e nas empresas. É neste momento que entendemos como tudo o que nos rodeia é um assunto político. 


Em absolutamente todas as organizações que compõem a sociedade, dados muito relevantes para o entendimento dos nossos problemas e para a tomada de decisão estão sendo construídos. É difícil acompanhar. Porém, o olhar atento e o monitoramento constante podem revelar eventuais oportunidades e também identificar momentos de cautela para se evitar uma crise.


É aí que compreendemos que não há como fazer a divisão, por completo, do que é público e do que é privado. As grandes empresas privadas possuem um impacto arrebatador na vida das pessoas, sejam elas colaboradoras ou não do negócio. Não à toa, os profissionais responsáveis pelas Relações Governamentais e Institucionais (RIG) devem desempenhar o papel de defender interesses de maneira lícita e legítima, pública e privada, para a regulação de operações. 


Então, por qualquer que seja o motivo – empregabilidade, utilização de novas tecnologias, alterações no meio ambiente ou produção de receita relevante ao país – cada instituição carrega a responsabilidade de ser um agente transformador social, e isso deve ser encarado de maneira séria e organizada se há a intenção de viabilizar uma transformação positiva.


Transparência e interlocução na prática

Pois bem, agora que já temos a ideia mais construída de que tudo o que acontece, mesmo fora do ambiente legislativo, é de fato uma situação que impacta diretamente a vida de qualquer cidadão, fica mais fácil afirmar que a democracia não é um modelo implementado uma única vez e que segue um curso linear. O modelo democrático não aconteceu, mas ele pode acontecer todos os dias. A democracia mais se assemelha a um organismo vivo, que necessita de ajustes e de atenção para que não seja sufocada pela falta de colaboração daqueles que coexistem nesse regime de governo.


Mas, antes que seja possível participar ativamente da construção de propostas e do desenvolvimento da criação de leis, uma necessidade primária deve ser sanada, abrindo a real possibilidade de engajamento social: o acesso à informação e transparência na administração pública. E, para além do acesso aos dados, é fundamental pensarmos em outro aspecto capaz de facilitar a participação da população nos processos decisórios: a clareza para o entendimento das ações. 


Ou seja, ser transparente é garantir a possibilidade de consulta, dar acesso ao debate e promover a diminuição do distanciamento entre governantes e governados. Quanto menor a dificuldade de estarmos próximos às decisões políticas do país, maior a chance de observarmos falhas no processo democrático, além de identificarmos ações de corrupção para a aprovação ou não de projetos e a construção de políticas públicas.


No Brasil, ainda não estamos acostumados a pensar no lobby como uma maneira de acelerar ou retardar o processo decisório dos legisladores. A profissão de lobista muitas vezes é associada a escândalos e levanta a discussão sobre qual a melhor maneira de servir à sociedade. Fato é que, o lobista, ou o profissional de RIG, é quem está assumindo, cada vez mais, a posição de combinar os dados públicos e as informações privadas para traçar um cenário de “ganha ganha” entre os interesses do governo e de instituições interessadas em agir de forma mais participativa e de maneira democrática. 


Com a devida preocupação de mobilizar agendas de forma mais ampla e colaborativa, envolvendo o diálogo institucional com a sociedade civil e demais stakeholders, assim como o cuidado em levantar informações e orientar ações de acordo com os dados – utilizando metodologias estruturadas para se antever impactos regulatórios -, a interação entre os agentes públicos e lobistas pode ser uma das interlocuções necessárias para que as estratégias do governo sejam mais abrangentes e, consequentemente, fortaleçam a democracia.


Pensando nisso, a Inteligov tem desenvolvido soluções para que os profissionais de RIG tenham ferramentas para desenhar as melhores estratégias para a defesa de interesses. Fale com nossos especialistas e descubra como impactar os seus resultados!



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