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  • Lobby: um dos motores da democracia

    O que, de fato, caracteriza a democracia? De bate pronto a resposta parece simples e certeira: trata-se de um regime onde representantes eleitos pela população exercem o poder político. Esse modelo de governo deve levar em consideração todos os cidadãos –  todos os governados têm o direito à participação política. No outro polo, além dos representantes oficiais temos ainda diversas peças fundamentais que fazem a interlocução entre a sociedade e o poder público. Dar voz a todas as pessoas que compõem um Estado é impossível. São milhares de indivíduos que carregam suas singularidades e que inevitavelmente enxergam problemas distintos. Da mesma forma, esperar que parlamentares – que correspondem a uma parcela quase invisível de todos os habitantes do país – sejam capazes de, sozinhos, acompanhar as demandas de seus representados, chega quase a parecer um trabalho designado para não ser cumprido. Então, para que as prioridades sejam definidas, uma série de informações devem ser colhidas e analisadas. Informações que dizem respeito a mim e a você. Se estivermos pensando em uma construção de políticas públicas a nível nacional, a análise de dados deve ser ainda mais abrangente e capaz de relacionar os interesses de moradores das cinco regiões do país. A complexidade na escolha das prioridades fica ainda mais evidente quando observamos o crescimento populacional e entendemos a disparidade entre as camadas sociais. Como identificar as prioridades? E quais são e onde estão essas informações? Elas estão sendo geradas a todo instante e estão por toda a parte. São as situações que acontecem nas escolas, nos condomínios, no transporte, nos hospitais e nas empresas. É neste momento que entendemos como tudo o que nos rodeia é um assunto político. Em absolutamente todas as organizações que compõem a sociedade, dados muito relevantes para o entendimento dos nossos problemas e para a tomada de decisão estão sendo construídos. É difícil acompanhar. Porém, o olhar atento e o monitoramento constante podem revelar eventuais oportunidades e também identificar momentos de cautela para se evitar uma crise. É aí que compreendemos que não há como fazer a divisão, por completo, do que é público e do que é privado. As grandes empresas privadas possuem um impacto arrebatador na vida das pessoas, sejam elas colaboradoras ou não do negócio. Não à toa, os profissionais responsáveis pelas Relações Governamentais e Institucionais (RIG) devem desempenhar o papel de defender interesses de maneira lícita e legítima, pública e privada, para a regulação de operações. Então, por qualquer que seja o motivo – empregabilidade, utilização de novas tecnologias, alterações no meio ambiente ou produção de receita relevante ao país – cada instituição carrega a responsabilidade de ser um agente transformador social, e isso deve ser encarado de maneira séria e organizada se há a intenção de viabilizar uma transformação positiva. Transparência e interlocução na prática Pois bem, agora que já temos a ideia mais construída de que tudo o que acontece, mesmo fora do ambiente legislativo, é de fato uma situação que impacta diretamente a vida de qualquer cidadão, fica mais fácil afirmar que a democracia não é um modelo implementado uma única vez e que segue um curso linear. O modelo democrático não aconteceu, mas ele pode acontecer todos os dias. A democracia mais se assemelha a um organismo vivo, que necessita de ajustes e de atenção para que não seja sufocada pela falta de colaboração daqueles que coexistem nesse regime de governo. Mas, antes que seja possível participar ativamente da construção de propostas e do desenvolvimento da criação de leis, uma necessidade primária deve ser sanada, abrindo a real possibilidade de engajamento social: o acesso à informação e transparência na administração pública. E, para além do acesso aos dados, é fundamental pensarmos em outro aspecto capaz de facilitar a participação da população nos processos decisórios: a clareza para o entendimento das ações. Ou seja, ser transparente é garantir a possibilidade de consulta, dar acesso ao debate e promover a diminuição do distanciamento entre governantes e governados. Quanto menor a dificuldade de estarmos próximos às decisões políticas do país, maior a chance de observarmos falhas no processo democrático, além de identificarmos ações de corrupção para a aprovação ou não de projetos e a construção de políticas públicas. No Brasil, ainda não estamos acostumados a pensar no lobby como uma maneira de acelerar ou retardar o processo decisório dos legisladores. A profissão de lobista muitas vezes é associada a escândalos e levanta a discussão sobre qual a melhor maneira de servir à sociedade. Fato é que, o lobista, ou o profissional de RIG, é quem está assumindo, cada vez mais, a posição de combinar os dados públicos e as informações privadas para traçar um cenário de “ganha ganha” entre os interesses do governo e de instituições interessadas em agir de forma mais participativa e de maneira democrática. Com a devida preocupação de mobilizar agendas de forma mais ampla e colaborativa, envolvendo o diálogo institucional com a sociedade civil e demais stakeholders, assim como o cuidado em levantar informações e orientar ações de acordo com os dados – utilizando metodologias estruturadas para se antever impactos regulatórios -, a interação entre os agentes públicos e lobistas pode ser uma das interlocuções necessárias para que as estratégias do governo sejam mais abrangentes e, consequentemente, fortaleçam a democracia. Pensando nisso, a Inteligov tem desenvolvido soluções para que os profissionais de RIG tenham ferramentas para desenhar as melhores estratégias para a defesa de interesses. Fale com nossos especialistas e descubra como impactar os seus resultados!

  • Gestão data driven e a orientação de estratégias

    Um dos temas mais discutidos entre os profissionais que comandam empresas de todos os setores é sobre qual a melhor forma de se tomar grandes decisões. Nesse sentido, já foi-se o tempo em que a tomada de decisão era feita baseada somente na intuição de executivos do alto escalão. O que se percebia, era o fato de ser bastante comum que ações fundamentais do negócio fossem orientadas unicamente pela experiência dos líderes, tomando o conhecimento como a única direção. Porém, o que tem sido observado é que ter evidências concretas para apoiar a tomada de decisões é um grande diferencial no momento de influenciar stakeholders e convencer investidores sobre os caminhos escolhidos. A análise de dados pode revelar uma série de oportunidades para as empresas. Mas não só isso. É por meio do estudo dos dados que especialistas de diversas áreas podem identificar riscos e agir de maneira preventiva para evitar consequências mais graves que afetem o negócio. Também é por meio de estratégias apoiadas em dados que é possível traçar planos para que as organizações obtenham destaque em relação aos concorrentes. Este modelo para a tomada de decisões pode ser traduzida pela gestão data driven, que significa exatamente a gestão orientada por dados, que leva em consideração as decisões baseadas em informações concretas e analisadas. O data driven é um conceito estratégico e que teoricamente pode ser aplicado a qualquer segmento, pois, na prática, pode ajudar a empresa a conseguir dados consistentes para personalizar produtos, comunicação, fluxo de relacionamento com prospecções e clientes e gerenciamento de crises. Outro ponto bastante importante para se considerar o modelo de gestão data driven é a economia que pode ser gerada ao negócio. Isso porque o gerenciamento orientado por dados consegue aproveitar ao máximo todos os recursos disponíveis, evitando ações que podem desperdiçar o tempo dos profissionais envolvidos no planejamento, e, consequentemente, prejudicar todo o fluxo de produção da empresa. Um estudo realizado pela Harvard Business Review, com a participação de mais de mil instituições, indicou que 48% das organizações sentiram uma melhoria significativa na redução de custos ao implementar o conceito data driven. A coleta das informações e tipos de pesquisa Antes de se pensar em solidificar um modelo data driven é necessário entender quais são os objetivos da empresa e quais as limitações da disponibilidade de tempo e recursos, para, só então, iniciar a coleta de dados e escolher quais são as análises mais indicadas para as soluções necessárias. Conheça os principais tipos de análises de dados: Análise descritiva A análise descritiva é relativamente simples de ser aplicada e possibilita grandes melhorias na rotina da empresa. Este tipo de análise também é conhecida como análise exploratória e utiliza técnicas estatísticas para indicar como estão estão os dados no momento. Ela pode ser feita de três formas: univariada, quando investiga uma única variável; bivariada, ao investigar a relação entre duas variáveis; e multivariada, quando investiga a relação entre diversas variáveis. Por ser um processo mais básico, a análise descritiva responde perguntas iniciais e imediatas, como por exemplo: qual foi o e-mail marketing com maior número de aberturas? Essa pergunta pode ser respondida apenas com a organização dos números ou com a construção de um gráfico. Este tipo de análise é facilmente encontrado em relatórios estatísticos simples e gerados automaticamente. No modelo de gestão data driven, essa análise pode servir para a empresa entender o que houve com as ações que já aconteceram. Análise preditiva Já na análise preditiva, é possível colher informações para prever o que irá acontecer com as ações em curso. Ela é realizada por meio de uma fórmula para estimar um parâmetro desconhecido. Ou seja, na prática, é uma declaração lógica da representação simplificada da realidade de um fato objetivo. O modelo preditivo consiste em determinar resultados precisos. A maior parte das empresas que orientam os negócios a partir da análise de dados, utilizam essa inteligência. Como por exemplo o Walmart, que consegue prever quais serão os produtos mais procurados e que terão maior sucesso nas vendas após diferentes ciclos de vida de uma pessoa. Ao saber quais são os produtos mais vendidos em uma determinada época, é possível antever quais serão os próximos picos de venda. A análise preditiva também é capaz de indicar qual o perfil de cliente com maior tendência a não renovar contratos. Análise prescritiva A análise prescritiva exige um conhecimento de negócios mais aprofundado, ou seja, é necessário que a equipe esteja em sintonia e que os líderes olhem com atenção para os dados obtidos. Este tipo de análise também é conhecida como análise de recomendação, que significa a união das análises descritiva e preditiva para o total conhecimento dos processos da empresa. Ao unificar essas três frentes, o pesquisador terá a possibilidade de recomendar ações de maneira automática otimizando o planejamento e a tomada de pequenas decisões. O ideal é que essa análise forneça recomendações inteligentes o suficiente para economizar tempo e alcançar melhores resultados para todas as áreas da empresa. A prescrição costuma ser encarada como uma ferramenta de simulação de cenários, oferecendo diferentes caminhos aos tomadores de decisão. Um bom exemplo de análise prescritiva é a identificação de hábitos de compra, em que o site automaticamente já nos indica os produtos que estamos mais inclinados a comprar. O impacto da análise de dados em RIG A análise de dados vem ganhando cada vez mais espaço entre diversas profissões, principalmente por mostrar os impactos positivos na aplicação e geração de estratégias. Para a área de Relações Institucionais e Governamentais (RIG), não poderia ser diferente, já que os profissionais deste mercado precisam lidar com um alto índice de informações, além de entenderem a importância de se destacar dados relevantes daqueles que não possuem o potencial de alterar a visão de stakeholders. Nesse sentido, é altamente indicado que os profissionais de RIG aprofundem o seu conhecimento sobre a análise de dados e a utilização de ferramentas tecnológicas capazes de dar o apoio necessário à tomada de decisão no que diz respeito à interlocução entre os setores público e privado, principalmente quando as discussões acontecem para viabilizar a formulação de políticas públicas. A captação das informações já consiste em uma rotina bastante trabalhosa, porém, não basta ter acesso aos dados. É a partir do cruzamento dessas informações que surgirão os indicadores valiosos para a administração das estratégias. Por meio da análise de dados, os profissionais da área podem enxergar tendências como o aumento ou diminuição do nível de produção legislativa, qual a participação de parlamentares em determinados assuntos de interesse e qual a probabilidade de aprovação de um projeto de lei. E, pensando em tornar a rotina de captação e análise de dados mais ágil, digitalizada e inteligente, a Inteligov vem desenvolvendo soluções para que o profissional de RIG tenha condições de investir o seu tempo na construção de um plano sólido e eficaz, e que apresente de maneira fácil e assertiva os argumentos e a influência necessária para cada decisão a ser tomada. Entre em contato com um de nossos especialistas e obtenha maiores detalhes sobre como a Inteligov pode te ajudar a organizar e analisar dados de forma inteligente!

  • Combater a corrupção é assunto de RIG!

    Quando ouvimos a palavra corrupção, automaticamente pensamos nos escândalos ligados ao governo. Mas, qual será o motivo de já associarmos atos de corrupção aos governantes? O conceito de corrupção é antigo e está vinculado ao verbo corromper, porém, inicialmente tratava-se de algo que perdia as suas características originais. Como por exemplo, se uma obra de arte está desgastada ou quebrada, podemos dizer que ela está corrompida, perdendo a capacidade de ser apreciada. O sentido de corrupção moral é mais moderno e é utilizado para caracterizar a conduta inesperada, ou seja, quando alguém age diferente do que deveria, em especial, os agentes do Estado. Segundo historiadores, a cidade de Roma, fundada no século VIII antes de Cristo, é uma das primeiras civilizações a escrever as primeiras leis contra a corrupção. Diante disso, podemos afirmar que a corrupção tem uma historicidade que se complementa na medida em que os governantes passam a perceber que tinham a possibilidade de utilizar o poder confiado ao Estado para finalidades próprias, que nada tinham a ver com o atendimento ao interesse público, gerando uma infinidade de problemas para a condução da sociedade. No Brasil, é comum escutarmos que a corrupção iniciou-se durante o período colonial. E, por mais que a história brasileira seja muito mais antiga, foi durante a colonização que o império português passou a impor o modelo administrativo baseado na experiência do império romano, responsável por influenciar a constituição dos corpos jurídicos de muitos países europeus. Mas, o que se percebe é que a corrupção construída ao longo da história, e que se estende até os dias de hoje, vai muito além da corrupção praticada por governantes e se alastra por todos os setores e classes sociais. Em outras palavras, podemos dizer que a corrupção é um elemento estrutural. Isso acontece porque muitos setores econômicos encontraram na corrupção uma ferramenta para o seu desenvolvimento. Historicamente, segmentos como a indústria petrolífera e armamentista acabaram por se beneficiar em competir de forma desigual, gerando uma dependência em continuarem a operar de modo corrupto. Por isso, vemos crescer estudos e metodologias que visam à compreensão da corrupção estrutural e, consequentemente, o controle para a eliminação da prática em todos os ambientes. E, embora a corrupção seja um dos maiores males identificados no Brasil, é importante verificar quais são os fatores que fazem com que atos corruptos aconteçam com tanta frequência. O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, e a desigualdade social, por exemplo, é uma das causas que mais agravam a corrupção. Perto das eleições podemos destacar uma das corrupções mais comuns, que é a corrupção eleitoral. Enquanto grande parcela da população continuar a viver de forma precária e a experimentar a extrema pobreza, os casos de compra de votos dificilmente serão erradicados. Neste ano, como uma tentativa de combater a corrupção eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) assinaram um acordo de cooperação para o combate à desinformação durante as eleições. Como parte do plano de ação, o MCCE se comprometeu a realizar atividades de conscientização sobre a nocividade e ilegalidade da disseminação de conteúdos falsos e a promover a discussão sobre temas relacionados à democracia, os direitos humanos e a importância da Justiça Eleitoral. Agravantes da corrupção Atualmente, entre 180 países analisados, o Brasil ocupa a 96ª posição no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), principal indicador de corrupção do mundo. O índice é a referência mais utilizada no planeta por tomadores de decisão dos setores público e privado para avaliação de riscos e planejamento de suas ações. De acordo com o levantamento realizado pela Transparência Internacional, o país caiu duas posições no ranking mundial da corrupção, em relação a 2020. Ainda segundo a Transparência Internacional, o Brasil apresentou esse desempenho por estar estagnado em um patamar muito ruim em relação à percepção da corrupção no setor público, além de indicar que as ações do Governo Federal, do Congresso Nacional e do Judiciário, levaram a retrocessos no arcabouço legal e institucional do país. O diretor executivo da Transparência Internacional, também ressaltou que o Brasil está passando por uma rápida deterioração do ambiente democrático e desmanche sem precedentes de sua capacidade de enfrentamento à corrupção. A pandemia da Covid-19 também foi um dos fatores que facilitou o enfraquecimento do combate à corrupção. Durante o período mais problemático dos impactos do coronavírus, os discursos antidemocráticos do presidente da República, as investigações realizadas pela CPI da Covid e as relações criadas entre o Governo Federal e o Congresso – como o orçamento secreto -, foram aspectos levados em consideração no momento de pontuar o Brasil no ranking do IPC. A falha ao combater a corrupção prejudica diretamente os direitos humanos em todos os países. Em 2015, a Organização das Nações Unidas (ONU) organizou uma proposta aos seus países membros para desenvolver uma nova agenda de desenvolvimento sustentável para os próximos 13 anos, a Agenda 2030, composta por 17 objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS). Entre os objetivos, o de número 16 visa promover sociedades pacíficas, justas e inclusivas que proporcionem igualdade de acesso à justiça e que se baseiam no respeito pelos direitos humanos, um Estado de direito efetivo, boa governança em todos os níveis e instituições transparentes, eficazes e responsáveis. Este objetivo apresenta algumas metas claras no trabalho de combate à corrupção como: 16.3: Promover o Estado de Direito, em nível nacional e internacional, e garantir igualdade de acesso à justiça para todos; 16.4: Reduzir significativamente os fluxos financeiros e de armas ilegais, reforçar a recuperação e devolução de recursos roubados e combater todas as formas de crime organizado; 16.5: Reduzir substancialmente a corrupção e o suborno em todas as suas formas; 16.6: Desenvolver instituições eficazes, responsáveis e transparentes em todos os níveis; 16.7: Garantir a tomada de decisão responsiva, inclusiva, participativa e representativa em todos os níveis; 16.10: Assegurar o acesso público à informação e proteger as liberdades fundamentais, em conformidade com a legislação nacional e os acordos internacionais. Transparência para transformar Não há como colocar planos em prática contra a corrupção sem antes pensarmos no fortalecimento da transparência na política. E, para que o ambiente seja mais transparente, o engajamento e participação da sociedade civil nos processos decisórios é fundamental. O que dificulta, e muito, a maior colaboração dos cidadãos nos debates é a limitação da educação e do entendimento do cenário político e legislativo. Como resultado, grande parcela da população acaba por aceitar que não há como realizar mudanças significativas. Essa aceitação de que não é possível ocorrer mudanças no cenário faz com que a política seja, cada vez mais, vista como um elemento sujo e criminoso, fato que leva ao afastamento das pessoas nos assuntos relacionados ao governo. Neste sentido, o papel do profissional de relações institucionais e governamentais se faz absolutamente necessário para viabilizar a interlocução entre os interesses públicos e privados, além de serem os atores-chave para traduzir os dados governamentais que constituem a base dos processos legislativos. O Advocacy também é uma ferramenta muito importante para a disseminação da cultura por maior transparência política e, consequentemente, no combate à corrupção. Isso porque a sua prática permite que entidades da sociedade civil possam atuar com a defesa de pautas comuns à sociedade, frente ao poder público, para exercer seu poder de influência sobre a tomada de decisão, a fim de conquistar resultados positivos às demandas dos cidadãos. Por fim, quanto maior o cuidado das empresas privadas em estarem em conformidade, maiores são as chances de evitarem os riscos regulatórios e eventuais crises causadas pela má conduta de colaboradores internos. Neste contexto, aliar as ações do departamento de RIG com o compliance, também é uma forma de evitar que ações corruptas sejam instauradas no dia a dia dos negócios que movimentam o país. Quer saber mais sobre temas como este? Assine a nossa newsletter e fique por dentro de todas as novidades e assuntos da área de RIG!

  • Monitoramento manual x monitoramento automatizado: Como facilitar o monitoramento legislativo

    Monitoramento manual e monitoramento automatizado: o que é melhor quando o assunto é acompanhar as modificações da legislação? Se essa pergunta deixou alguma dúvida, saiba que essa sensação é comum. É bem provável que, na sua organização, o trabalho seja feito de forma manual, já que essa é a maneira tradicional. No entanto, o monitoramento legislativo pode ser simplificado. Para você ter uma ideia, é possível passar de 15 a 20 horas por semana para 30 a 60 minutos na atividade de montar a agenda e fazer o acompanhamento. Essa diferença significativa chamou sua atenção? Então, acompanhe este post. Aqui vamos mostrar por que o controle das leis publicadas é relevante, a forma como ocorre o processo manual e quais são as vantagens do monitoramento automatizado. Continue lendo! Por que o monitoramento legislativo é importante? As leis aprovadas e, depois, sancionadas impactam a vida de todos os brasileiros e o funcionamento da sua organização. Para conhecer as oportunidades e ameaças existentes, é preciso fazer um controle próximo do que é discutido. Em outras palavras, encontrar modificações legislativas que prejudicam ou beneficiam o seu negócio é o primeiro passo para alcançar o sucesso. A partir desse acompanhamento, é possível identificar novas práticas exigidas do seu negócio e aperfeiçoar o compliance, por exemplo. Ao mesmo tempo, essa atividade tem relação direta com a transparência da gestão pública. Por isso, o monitoramento tem grande interesse para qualquer atividade desenvolvida no País, seja da iniciativa privada, seja da pública ou sem fins lucrativos. O resultado de identificar os novos projetos de lei (PL’s) em níveis federal, estadual e municipal é a possibilidade de traçar estratégias eficientes de atuação no mercado em que a organização está inserida. Da mesma forma, auxilia as tomadas de decisão e a elaboração de um planejamento estratégico. Como consequência, torna-se mais fácil debater os trâmites e sugerir alterações nas propostas. Com isso, você tem uma chance efetiva de contribuir com a sociedade e, lógico, com a sua organização. Como o monitoramento manual é feito? O monitoramento manual é realizado a partir de pesquisas diárias em diferentes fontes, como os sites da Câmara, do Senado, das Assembleias Legislativas de cada Estado, das câmaras municipais, dos diários oficiais, etc. Nessa busca, aparecem várias informações a respeito de projetos sobre saúde, agropecuária, aprovação de defensivos agrícolas, proteção aos dados e outros que podem ou não ter impacto na sua organização. A partir disso, é necessário filtrar as proposições e começa a ser possível acompanhá-las via acesso e pesquisa nas fontes oficiais. A dificuldade existente é que — além de ser fácil esquecer alguma fonte e levar muito tempo para fazer a busca — cada site tem uma interface diferente. Em um, o campo de busca está no topo. Em outro, no rodapé. Essas alterações, em princípio, pequenas, geram um desgaste mental grande. E aqui estamos ignorando as não poucas vezes em que os sites estão fora do ar. Alguns sites oferecem o serviço de push para envio de notificações — via e-mail — sobre as alterações legislativas. No entanto, esse serviço nem sempre está disponível e é comum a mensagem chegar com muito atraso. No mais, não cobrem a descoberta de novas matérias, o que sempre tem que ser feito na unha. Principais riscos O processo de acompanhamento manual é custoso, porque um colaborador precisa ficar alocado durante várias horas da semana para monitorar os sites. Caso o serviço de push seja oferecido e esteja ativado, o e-mail costuma chegar com atraso e é comum você esquecê-lo no inbox. Quando há a cópia do andamento para uma planilha em Excel — criada justamente para registrar os projetos monitorados —, a interface do programa não ajuda. Como não foi pensado para essa finalidade, se um andamento é colado em linha errada, o caos será criado. Outro problema é a possibilidade de armazenar poucos dados, a dificuldade de cruzá-los e o potencial de gerenciamento de um número restrito de PL’s ao mesmo tempo. Com mais do que 100, 150, o procedimento se torna impossível. Como funciona o monitoramento automatizado? A ideia do monitoramento automatizado é concentrar o seu trabalho naquilo que gera valor. O processo de acompanhar tramitações, apresentações de projetos e atualização é feito de maneira automática. Caso você queira exportar os dados para o formato do Excel (ou outros!), é possível executar essa ação com facilidade. Basta você cadastrar no sistema os termos e proposições que deseja acompanhar — soja, saúde, educação, PR 12/2019 — e os próprios robôs (bots) da solução varrem os sites de órgãos legislativos todos os dias, informando se houver alguma atualização. Por exemplo, você é notificado de que na Assembleia Legislativa do Mato Grosso foi apresentado um projeto falando que a semente de soja deve obedecer às regras A, B e C, ou que na Câmara Municipal de Porto Alegre um projeto que você acompanha teve parecer favorável na CCJC. Esses dados são apresentados sem precisar executar ação alguma. Com a identificação do projeto, é só clicar em um botão e passa-se acompanhar as alterações, com os robôs visitando as páginas por você para detectar modificações. Na prática, é como se você seguisse o projeto em uma rede social. Em caso de novidades, o usuário é notificado no feed. Monitoramento manual e monitoramento automatizado: quais são as vantagens do segundo? Os principais benefícios do monitoramento automatizado é que as informações chegam mais rápido, e com os dados estruturados de forma correta. Sua posição, nesse caso, é passiva, porque é desnecessário ir atrás da informação. Você as recebe de maneira automática. Outra vantagem é a interface de gestão, o que permite organizar sua matriz de monitoramento de forma mais eficaz. Tendo acesso prioridade, alinhamento, urgência, importância e tags de cada matéria, você consegue visualizar exatamente o que quer, no momento em que precisa. Com estas e outras ferramentas, você consegue acompanhar uma quantidade exponencialmente maior de PLs, não se limitando a menos de duas centenas, como no Excel, podendo chegar a mais de 15 mil. Outro benefício da automação são os filtros e a geração de relatórios. Com eles, você define qual recorte deseja fazer em sua matriz de monitoramento, por exemplo, os projetos de saúde que tramitaram nos últimos 30 dias na região Sudeste, e gera um entregável em minutos. Com todos esses instrumentos, a visão oferecida é mais aprofundada e você sabe quanto tempo cada projeto ficou em cada comissão, se tem algum parlamentar barrando a proposta ou se outro pode fazê-la ter um andamento mais rápido. Esses dados contribuem para uma estratégia acertada. Outra possibilidade é verificar o mapa da votação, registrando sondagens sobre o posicionamento de cada parlamentar. Com isso, constrói-se um cenário provável e determina-se a melhor estratégia. Em resumo, com uma ferramenta completa, você automatiza grande parte do trabalho, monta sua estratégia e pode se dedicar a efetivamente fazer relações governamentais, ou seja, aquelas atividades que de fato agregam valor. Para escolher a melhor plataforma, vale a pena considerar todos os recursos apresentados bem como a qualidade técnica da equipe – quando você estiver com uma dúvida sobre o rito para incorporação daquela emenda aglutinativa complicada, vão poder te ajudar? Além disso, é importante verificar a geração de relatórios e práticas (e profundidade!) de Business Intelligence (BI) para garantir a coleta correta e útil das informações. Assim, você define qual solução é a mais adequada para a sua organização e escolhe uma plataforma com ROI elevado. Tentamos aqui discutir se o monitoramento manual ou o monitoramento automatizado é o melhor para a sua empresa. No entanto, fica claro que a segunda opção é a ideal, certo? Se você deseja conhecer uma plataforma que reúna todos esses benefícios, entre em contato com a Inteligov! Converse com nossos profissionais e veja como revolucionar o monitoramento legislativo na sua organização.

  • A importância de unir relações governamentais e compliance

    Construir um relacionamento sólido com o setor público tende a ser um desafio para as organizações. Nesse contexto, a união entre relações governamentais e compliance é um aspecto-chave para transformar essa união em oportunidade de melhorias para o negócio. Como esse é um tema de extrema relevância para muitas empresas, preparamos este texto. Durante a leitura, mostraremos como o diálogo pode ser desenvolvido e quais benefícios ele pode trazer. Aproveite o conteúdo! Como se dá a união entre relações governamentais e compliance nas organizações? Para elaborar este artigo, conversamos com Rodrigo Alberto Correia da Silva, que é advogado de formação e hoje trabalha com relações governamentais. Além de atuar como sócio do Correia da Silva Advogados, ele é professor de Regulação e Defesa da Concorrência no MBA de Relações Governamentais da Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com ele, “a área de relações governamentais atua em interlocução direta com tomadores de decisão e influenciadores do poder público, em todos os âmbitos e esferas possíveis”. Por conta disso, é preciso desenvolver uma grande consciência de compliance no dia a dia da atividade — o que deve ser feito de forma absolutamente transparente, institucional e sem ferir a ética da organização. Profissionais internos, por exemplo, devem informar sobre a companhia que estão representando, assim como membros de associação de classe e consultorias. “Quanto mais a cultura do compliance se estabelece nas relações público-privadas, mais se diminui o espaço para corrupção, tráfico de influência e afins. Assim, cresce a importância das relações governamentais”, explica Rodrigo. É preciso encaminhar as visões e propostas com técnica, sustentação e profissionalismo, não só nas relações governamentais, mas também no ambiente de conformidade e de correção. A partir disso, cabe à organização a responsabilidade de atender a uma série de normas, regulamentos, regras e seus respectivos impactos sobre o negócio. Portanto, quando essa discussão é feita de maneira profissional e contributiva, o compliance cresce e as relações governamentais são feitas com correção, transparência e se tornam estratégicas. Qual é a importância dessa aproximação? Quando o compliance é trabalhado com a devida atenção e capacidade analítica, forma-se uma base para que as relações governamentais sejam desenvolvidas conforme as expectativas. Os riscos são evitados e a reputação é mantida. “A formação de uma consciência geral de compliance, em todos os comportamentos, fortalece o contato com o poder público, porque a credibilidade não é desgastada com situações que podem originar complicações do ponto de vista da legislação”, aponta Rodrigo. Em suma, diminuem-se as chances de essa aproximação ser vista pelos influenciadores da opinião pública como antiética, porque há o escopo da conformidade fomentado pela regulação vigente. Quais problemas são gerados pela falta diálogo entre relações governamentais e compliance? “Sem treinamentos e canais de consulta adequados, a proximidade com as práticas de compliance pode ser prejudicada”, afirma o especialista. Mais do que ter profissionais qualificados para cuidar das relações governamentais, é essencial dispor de ferramentas que ajudam a entender o que pode ou não ser feito. Outro risco é a área de relações governamentais ficar intimidada e achar que não pode estabelecer nenhuma relação público-privada — isso não é verdadeiro. O ideal é que ela consiga contribuir democraticamente com as discussões sem se expor ou entrar em concordância com condutas exageradas ou expositivas. Para saber qual é o limiar, é fundamental se aproximar do compliance e tirar todas as dúvidas que aparecerem na rotina. Desse modo, o setor de relações terá acesso a um suporte contínuo para agir estrategicamente. Com boa conduta, nenhum risco adicional é criado. Como implementar essa relação no cotidiano? Em primeiro lugar, é imprescindível que os responsáveis pelo setor de relações governamentais tenham um preparo específico. Afinal, eles passarão por situações que demandam ações e posicionamentos ágeis. Imagine um questionamento feito em uma reunião com os stakeholders: não é possível pausá-la para consultar o departamento de compliance, certo? “Para atingir essa agilidade, é indicado recorrer a um treinamento prévio e ostensivo, com grande volume, tanto do ponto de vista da legislação aplicável quanto da postura de compliance adotada pela organização”, recomenda Rodrigo. Vale lembrar que os processos decisórios em relações governamentais, por vezes, têm ritmos acelerados, o que exige dos profissionais a aptidão para atuar na mesma velocidade, com rápido acesso ao compliance. Sendo assim, o compliance, por sua vez, não pode se privar da rapidez que o diálogo requer. Caso contrário, a atividade é prejudicada. “Os setores devem estar próximos, ter comunicação rápida e uma compreensão mútua”, pontua o advogado e professor. “Um deve compreender que o outro é importante para proteger a organização e seus representantes”. As relações governamentais se constituem como um braço importante para a companhia, porque ela desenvolve negócios em um ambiente regido por regras, políticas públicas e normas. Para que a organização alcance sucesso nesses âmbitos, é essencial que o diálogo esteja bem alinhado internamente. Quais ferramentas e conceitos são importantes para esse processo? Em primeiro lugar, é necessário investir em treinamentos de compliance e de relações governamentais — dos mais tradicionais aos mais disruptivos, ligados ao Business Intelligence. Além disso, as áreas carecem de encontros periódicos frequentes e de lideranças capazes de ditar um tom uniforme para toda a organização. De pouco adianta um gestor exigir uma postura de um departamento e se esquecer dos outros. Também há a necessidade de entender que a área de relações governamentais atua em conformidade com os direcionamentos do compliance. Porém, existem situações nas quais o profissional deve ter autonomia para não agir, a fim de proteger a companhia. “Ferramentas de comunicação, que funcionam como um repositório de informações, são bastante úteis para fortalecer esse vínculo, tendo em vista que auxiliam no acompanhamento do que as relações governamentais fazem e permitem estabelecer a rastreabilidade das atividades”, aconselha Rodrigo. Um case bastante interessante a respeito disso é o projeto Instituo Ética Saúde. Ele tem um lado de autorregulação e outro que contempla interlocução com o congresso na discussão dos temas, dos projetos de lei e de convênios com os órgãos de fiscalização. Enfim, relações governamentais e compliance são duas áreas complementares que, juntas, podem fazer muita diferença para as organizações. Com o preparo adequado, o impacto tende a ser bem positivo.

  • Como ser resiliente no ambiente de trabalho

    Se queremos saber como ser resiliente no trabalho, primeiramente é preciso entender o que significa resiliência. Se procurarmos a palavra no dicionário, vamos encontrar dois significados. Um deles tem ligação com a física e diz que podemos chamar de resiliência a propriedade apresentada por alguns corpos de conseguirem retornar à forma original, após serem submetidos a uma deformação elástica. Já no sentido figurado, tal palavra demonstra a capacidade de alguém de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças. Você, provavelmente, já deve ter ouvido esse segundo significado. A importância de saber se adaptar a diferentes realidades é uma característica bastante buscada e exigida atualmente, principalmente no âmbito profissional. Por isso, neste post, vamos falar sobre como ser resiliente no ambiente de trabalho. Confira! O que é ser resiliente no trabalho? O profissional de relações governamentais é o responsável por defender os interesses da sociedade civil perante os atores governamentais, a fim de promover melhores políticas públicas. É necessário ser capaz de identificar quais são os temas principais de discussão, por meio do monitoramento legislativo e acompanhamento do poder executivo, bem como o estabelecimento de boas estratégias de relacionamento para atingir o objetivo final. Ou seja, trata-se de uma profissão que exige a capacidade de atuação em ambientes instáveis e, em certos momentos, hostis. Logo, ser resiliente nesse cenário é ter a habilidade de não entrar em desespero toda vez que as coisas não saírem exatamente como o planejado e, ao mesmo tempo, ter compreensão das nuances de cada situação, mesmo em momentos difíceis e sob forte pressão. Como ser resiliente no trabalho? Pelo que dissemos, parece quase impossível pensar em um profissional de relações governamentais que não seja resiliente, certo? Se você já é um desses profissionais ou pretende ser, e ainda sente dificuldades em lidar com tantas mudanças em curtos espaços de tempo, temos uma boa notícia para você: a resiliência não é uma característica inata do ser humano. Com treino e, principalmente, hábito, é possível desenvolver essa habilidade para melhorar a qualidade tanto do trabalho quanto da vida pessoal. Falamos mais sobre o assunto nos tópicos abaixo. Tenha autoconhecimento O autoconhecimento é a base para toda e qualquer evolução que você pretende ter na vida. É necessário saber quais são suas habilidades e em quais áreas se destaca, ao mesmo tempo que é preciso descobrir suas limitações e aprender a ter humildade para reconhecê-las, quando for o caso. Muitas pessoas que pulam essa fase sofrem com a insegurança, mesmo nas atividades em que são boas e, por diversas vezes, deixam de arriscar porque pensam que não vão dar conta. Por outro lado, quem nunca viu um colega de trabalho desempenhar todas as funções com medo de demonstrar fraqueza e acabar estragando tudo? Não queira ser esse tipo de profissional. Portanto, trabalhe o seu autoconhecimento com a ajuda de profissionais, como psicólogos e terapeutas. Tenha uma rede de apoio Baseado no conselho acima, é importante ter uma rede de apoio composta por pessoas de confiança, pois você nem sempre dará conta de tudo. Ter uma rede de apoio é saber que você não estará sozinha em nenhum momento e, quando for necessário, terá a quem recorrer para dividir o peso do trabalho. Significa delegar tarefas e conseguir se concentrar nos pontos mais importantes e que demandam atenção extrema. Seja otimista Ser otimista, ao contrário do que muitos pensam, não é ser alguém iludido que acredita que as coisas vão se resolver apenas com o poder do pensamento. Esse é um pensamento completamente equivocado de uma das características mais importantes de quem é resiliente. Ser otimista é se manter positivo e aberto diante de todos os cenários e não ser paralisado com a ideia de que tudo está perdido apenas porque algo não saiu como o planejado. Com uma atitude esperançosa, o otimista e, consequentemente, profissional resiliente, é o último a desistir de alcançar os objetivos, pois mantém a postura e mentalidade confiantes o suficiente para seguir dando o melhor de si. Reconheça o valor da adversidade Vamos ser sinceros: se pudermos escolher, sempre vamos querer que tudo saia como o planejado, certo? É realmente mais confortável não precisar lidar com erros, alterações, frustrações e com o fato de que nem tudo na vida depende de nós. Porém, não podemos deixar de reconhecer o poder que a adversidade tem de nos ensinar preciosas lições. Quando as coisas dão errado é necessário, mesmo que a contragosto, sair da nossa zona de conforto e acionar partes de nossa mente que, muitas vezes, nem sabíamos que existia. A adversidade faz com que a gente cresça na dor e tome decisões rápidas e certeiras, além de desenvolver nossa capacidade de agir sob pressão, estreitar relacionamentos e mostrar que somos mais capazes do que imaginamos. Seja flexível Pessoas flexíveis têm mais facilidade para lidar com mudanças e obstáculos. Portanto, se você não é do tipo que costuma gostar de novidades, comece a treinar essa característica. Estar sempre aberto a novas possibilidades faz com que você não se assuste com os diferentes cenários que podem surgir a qualquer momento. Para isso, também é preciso abrir mão, às vezes, de um poder forte de controle. Não é porque algo sempre foi feito de um mesmo jeito, que seja o único modo correto ou melhor. Seja capaz de ouvir as sugestões de quem trabalha com você, tanto dos mais jovens quanto dos mais velhos. Analise se há algo que pode ser aproveitado e ajustado na maneira como o trabalho é desenvolvido. Tenha inteligência emocional Se você quer saber como ser resiliente no ambiente de trabalho, tenha em mente que a inteligência emocional é essencial. As nossas emoções podem ser verdadeiras armadilhas para a nossa capacidade de resolução de problemas, isso pois, quando não temos domínio sobre elas, corremos o risco de tomar decisões por impulso e depois amargarmos o arrependimento. Portanto, quando trabalhar o autoconhecimento, não deixe de avaliar quais são as emoções que mais atrapalham a sua rotina. Você se considera uma pessoa nervosa ou que chora com facilidade? Tem costume de explodir com qualquer pessoa que pareça estar no seu caminho e não consegue ser diplomático quando necessário? Mantenha a honestidade e concentre os seus esforços no que for positivo para a sua vida profissional. Quando ser resiliente não é algo positivo? Embora a resiliência seja uma das características mais solicitadas no mercado de trabalho atual, alguns estudiosos sinalizam que seu excesso pode trazer efeitos negativos. Ou seja, é importante saber lidar com as adversidades, mas também é necessário desenvolver a capacidade analítica de compreender quando é o momento certo de desistir e não gastar energia com tarefas que não podem ser mais resolvidas. Portanto, nunca deixe o ego gerenciar suas emoções e esteja sempre disposto a melhorar a sua capacidade de comunicação, tanto com você quanto com a sua equipe. O segredo sobre como ser resiliente no ambiente de trabalho está dentro de você, basta trabalhá-lo e desenvolver as habilidades que você ainda não tem e apostar no que já tem de melhor. Se você gostou do nosso post, leia também o texto que escrevemos sobre como construir relações sólidas na interação com o setor público.

  • Os impactos das mudanças na legislação para sua organização

    O impacto das mudanças em legislações deve ser minimizado com uma estratégia integrada entre o que a empresa considera essencial para a sua atuação no mercado (relacionamento com clientes, concorrentes, parceiros de negócios e eficiência em processos etc.) e questões ligadas à sua reputação corporativa. Este último abrange o relacionamento com a mídia e o setor público nas esferas federal, estadual e municipal. Portanto, é preciso se adequar ao compliance do setor, considerar questões de sustentabilidade, atentar para o uso de dados pessoais de terceiros e mais uma gama de requisitos que podem influenciar seus resultados de negócio. Neste artigo, baseado na entrevista de Rodrigo Navarro, coordenador do MBA de Relações Governamentais da FGV (Fundação Getúlio Vargas), trataremos sobre o impacto das mudanças em legislações e a importância de acompanhá-las para garantir adequação sem comprometer sua competitividade no mercado. Confira! Constantes mudanças na legislação brasileira A legislação brasileira é complexa, muda constantemente e é extremamente desafiador interpretá-la sem que nenhuma questão seja negligenciada. Sobre o ICMS (Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadoria e prestação de serviços), por exemplo, são publicadas, anualmente, cerca de 5 mil normas. Além da legislação tributária, há contribuições, taxas, obrigatoriedades, recolhimentos, isenções, incentivos entre outros requisitos de curta periodicidade. Essa dificuldade ainda é potencializada pela continentalidade do nosso território: o Brasil é formado por 27 estados, cada qual com sua legislação específica e cuja adequação muitas vezes também depende de seus 5.564 municípios. Nesse contexto, surgem órgãos reguladores responsáveis por fiscalizar e orientar as empresas que compõem seu segmento de atuação, além de organizar a complexidade tributária. Apesar de serem autarquias — ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) e ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), por exemplo —, esses órgãos têm autonomia suficiente para adaptar as leis que envolvem sua atividade. Em alguns casos, as autarquias dispõem de leis ainda mais rígidas do que as publicadas pelos governos. A título de exemplo, a SUSEP concede 10 anos para uma seguradora usufruir do crédito de imposto com origem em prejuízo fiscal, enquanto a Receita Federal permite que esse prazo seja ilimitado. Como não há um banco de dados integrado em que sejam publicadas, simultaneamente, todas as leis homologadas e alteradas no país, a melhor forma de se manter atualizado sobre o compliance do seu setor é ter paciência e fazer pesquisas. Muitas vezes, é preciso entrar com um pedido de consulta nos arquivos dos órgãos reguladores, aguardar resposta ou mapear as notícias. O desafio, porém, não é ter acesso à informação, mas lidar com o excesso de dados. Essa é a diferença na qualidade de captação. Em meio a esse caos regulatório em que são criadas mais de 40 novas leis por dia e a eminência de reformas tributária, previdenciária e trabalhista que podem impactar todos até a legislação setorial, empresas precisaram buscar soluções eficientes de monitoramento. As alternativas devem lidar de forma dinâmica com essas mudanças e se adaptarem ao mercado sem comprometer o controle da empresa sobre os requisitos da qualidade da informação (confidencialidade e disponibilidade). Importância de conhecer as mudanças na legislação de forma ágil A atenção quanto ao impacto das mudanças em legislações deve ser uma preocupação, principalmente para empresas que atuam em setores de alta complexidade. No setor de cosméticos, por exemplo, a ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), faz o mapeamento dessas mudanças legais e disponibiliza a informação para os seus associados. Porém, tendo em vista as constantes alterações nas normas vigentes, é preciso fazer um controle irrestrito com ferramentas mais abrangentes e usar estratégias mais efetivas. A primeira recomendação para empresas que lidam com esse ambiente externo é mapear estrategicamente quem são seus principais stakeholders e aqueles que podem influenciar seus resultados de negócio, como os próprios órgãos reguladores do setor. Feito isso, é preciso averiguar diariamente o que está sendo produzido em questão de leis, normas e requisitos de adequação. Esse monitoramento é importante, mas deve ser complementado com a proatividade, por meio da participação de reuniões e visitações, que permitam a aproximação para o estabelecimento de um relacionamento menos técnico e mais interpessoal. Riscos de não conhecer ou acompanhar as mudanças na legislação O problema hoje não é apenas estar atento à legislação que afeta o seu negócio diretamente, mas também àquilo que pode interferir nas atividades de um concorrente em detrimento do desempenho da sua empresa. Os riscos de não acompanhar as mudanças na legislação têm duas naturezas: Podem impactar diretamente os resultados do negócio, como uma barreira técnica que caracteriza um impedimento para a realização das atividades corporativas; Ser um custo de oportunidade, ou seja, inviabilizar uma vantagem competitiva da qual logo um concorrente pode se apoderar. Dessa forma, as ameaças abrangem desde a paralisação de uma fábrica até a limitação das atividades, como a importação de um insumo ou a exportação para um novo mercado. Por isso, é mais vantajoso agir proativamente do que ter que remediar os prejuízos para a operação. Essa ação envolve a institucionalização de uma equipe de inteligência interna, responsável pelo monitoramento das questões relativas ao negócio e adoção de uma estratégia setorial. Benefícios de uma plataforma como a Inteligov para a empresa A Inteligov é uma ferramenta de cunho estratégico que realiza esse mapeamento de forma automática, mas parametrizada para que os resultados estejam de acordo com a intenção do usuário. Dessa forma, quem escolhe os termos e prioriza as análises é a própria empresa, que conhece profundamente o mercado em que atua e é melhor do que qualquer analista para delimitar a qualidade da informação que será monitorada. A agilidade de processamento e a disponibilidade dos dados permitem que o usuário tenha acesso aos discursos, projetos de lei e outras informações imprescindíveis para otimizar o tempo de análise. Para aumentar a eficácia de seus insights, embasar estratégias mais acertadas e obter resultados mais positivos, principalmente nesse contexto altamente digital, é preciso minimizar o impacto das mudanças em legislações no seu negócio. Isso é feito por meio de inteligência corporativa e ferramentas adequadas. Agora que sabe do impacto das mudanças nas legislações para a sua empresa, entre em contato e conheça mais sobre como a Inteligov pode ajudar!

  • Por que é tão importante acompanhar a atividade dos parlamentares

    Profissionais que atuam na área de relação governamentais devem, entre outras atribuições, acompanhar parlamentares e as atividades por eles realizadas. Afinal, quais projetos de lei estão em vias de aprovação? Quais são os planos para os próximos anos? Como se trata de um tema cuja relevância é enorme, preparamos este artigo. Ao longo do texto, mostraremos como o monitoramento legislativo e outras práticas podem ser determinantes em muitos setores. Acompanhe o conteúdo até o fim para saber mais a respeito! Por que acompanhar parlamentares e suas atividades? Primeiramente, vale destacar a necessidade de conhecer o papel dos parlamentares. Em poucas palavras, cabe a eles a autoria de legislação e a responsabilidade de aprovar ou não determinada lei. Por consequência, saber como eles pensam tende a impactar as organizações, pois vivemos em um contexto constitucional — as leis nos obrigam a agir de uma maneira ou de outra. Sendo assim, as matérias mais importantes para a sociedade como um todo dependem da Constituição. No Brasil, o poder executivo pode até fazer algumas coisas, mas ele executa o que as leis determinam, como o próprio nome sugere. É por isso que acompanhar os parlamentares exige capacidade analítica das instituições. Antes de tudo, é necessário visualizar a matriz temática de um parlamentar, isto é, o que é capaz de mobilizá-lo e quais projetos são de seu interesse. Assim, é possível identificar eventuais parceiros e opositores. A partir dessa verificação, é preciso compreender qual o tipo de atuação adotado. Isso porque existem parlamentares propositivos, que apresentam novas políticas públicas, e os que são fiscalizadores, cuja principal função é fiscalizar o executivo. É difícil encontrar pessoas que atuam com a mesma intensidade em ambas as frentes. Depois, deve-se pensar nas estratégias de votação, que engloba a aprovação ou a rejeição de ideais. Uma boa forma de conduzir tais pontos consiste em mapear como os parlamentares se posicionam acerca dos interesses da organização. A ideia é entender como um parlamentar vota em determinadas matérias, como é sua fidelidade ao partido e como se dá sua adesão (ou não) ao governo. Quais são as dificuldades para quem pretende acompanhar parlamentares? Uma das maiores dificuldades está ligada ao monitoramento legislativo, que ainda é manual em diversas organizações. Os dados são muito dispersos e, às vezes, representam quantidades gigantescas. Durante toda a sua trajetória, um deputado federal pode apresentar mil projetos, por exemplo — um volume desses faz com que seja difícil tirar bons insights sobre a sua atuação. Ao cruzar os números, podemos concluir que, desses mil, 80% eram para requerer informação de autoridades sobre algum tema e não propor qualquer política pública. Discursos, tendências e proposições podem ser facilmente encontrados pela internet. No entanto, a missão de acompanhá-los e unificá-los é um dos pontos mais desafiadores para quem deseja acompanhar parlamentares de modo efetivo. Como estruturar esse monitoramento? Existem inúmeras ferramentas para acompanhar a atuação de um parlamentar. Os próprios órgãos federais disponibilizam números de telefone, e-mails e endereços de correspondência para que os cidadãos possam entrar em contato. O Portal da Câmara dos Deputados exemplifica isso muito bem, já que oferece a chance de sugerir leis e outras funcionalidades úteis. Apesar disso, organizações que vislumbram realizar um monitoramento detido precisam procurar alternativas para estruturá-lo. A influência do parlamentar na aprovação de uma lei, por exemplo, pode embasar o mapeamento de seus interesses. Ferramentas avançadas ajudam a fazer um filtro da matriz temática não só pelos projetos, mas também pelos discursos. Assim, há como ter uma ideia sobre o que estão falando e quais são as pautas relevantes em uma conjuntura específica. Recursos desse tipo ainda auxiliam a visualizar como parlamentares se organizam nos órgãos internos e nas comissões, bem como a quantidade de mandatos e a reputação. A Inteligov, plataforma pioneira neste nicho, identifica quais parlamentares estão atuando em um projeto. Ao otimizar tal processo, fica mais fácil estabelecer relações sólidas com essas figuras, porque a organização falará com aqueles atores que têm interesse em dada matéria e estão dispostos a ouvir seus argumentos. A solução se vale de uma rica base de dados para analisar os projetos apresentados por um parlamentar e os impactos que eles têm. Assim, é possível se afastar dos ruídos comunicacionais e identificar o impacto causado inclusive em outras organizações. Com várias atualizações diárias, a Inteligov ajuda seus clientes a identificar a mudança da matriz temática e de perfil dos deputados. Pense em um tema como o incentivo ao turismo, por exemplo. Com a Inteligov, você pode filtrar uma base e buscar os parlamentares que mais atuaram nessa área nos últimos anos. Assim, fica extremamente fácil identificar stakeholders relevantes. Quais são os benefícios do acompanhamento para as organizações? No curto prazo, a organização identifica quais são os principais players nos temas de seu interesse, isto é, os maiores influenciadores e atores em cada âmbito. No longo prazo, é possível notar como as articulações para aprovação ou rejeição de uma matéria estão sendo feitas, o que é útil para saber como intervir para que os resultados atinjam as expectativas. O maior benefício é, sem dúvidas, compreender o comportamento parlamentar, desde a fidelidade partidária, a convergência e a divergência em votações variadas, até os assuntos que mobilizam cada um dos legisladores: isso é essencial para montar uma rede de apoio de acordo com as suas necessidades. Com dados precisos em mãos, a procura por um parlamentar que tem afinidade com determinada demanda fica bastante simples. A Inteligov faz um monitoramento automatizado, capaz de levar para as organizações as questões temáticas de seu interesse. Na prática, ela elabora um perfil bem detalhado do parlamentar: sobre o que ele está legislando, as comissões em que atua ou atuou, o seu momento político e outras informações relevantes. O olhar apurado também se estende às proposições legislativas, o que possibilita analisar vários aspectos do cenário político e as perspectivas que se aproximam. As funcionalidades da plataforma combinam: Agendas personalizáveis; Gráficos intuitivos e acionáveis; Informações atualizadas; Monitoramento de proposições; Relatórios configuráveis; Facilidade para o trabalho em equipe. Enfim, acompanhar parlamentares e as atividades por eles exercidas é uma medida essencial para qualquer organização, pois a atividade legislativa impacta a todos, interferindo diretamente no desempenho dos negócios. Se você gostou do conteúdo, aproveite a oportunidade para entrar em contato com a Inteligov e conhecer nossas soluções!

  • Como se estruturar para fazer advocacy no 3º setor

    Fazer advocacy no 3º setor é algo que gera várias dúvidas em muitas pessoas, não é mesmo? Afinal, como se estruturar para executar essa atividade? Quais relações ela estabelece? Como esse conceito se diferencia do lobby? Pensando na importância do tema, preparamos este post especial. Ao longo do texto, você encontrará uma série de explicações a respeito. Acompanhe o conteúdo até o fim e fique por dentro de todos os detalhes! O que é advocacy e qual é a importância que ela tomou nos últimos anos? Para tratar desse assunto com a profundidade necessária, entrevistamos Marcello Fragano Baird — Mestre e Doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP). Ele já foi gerente de mobilização na Endeavor, coordenador de advocacy no Instituto Sou da Paz e assessor na Secretaria Municipal de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo. Atualmente, atua como professor no curso de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). De acordo com ele, “advocacy tem a ver com identificar e adotar uma causa. Trata-se, sobretudo, de qualquer ação usada para promover algo de forma estruturada. Isso se dá, em boa parte das vezes, por meio de políticas públicas”. Na prática, o conceito ainda pode significar: Conversar com um parlamentar ou com alguém do poder executivo; Fazer um abaixo-assinado online a fim de implementar um projeto de lei; Começar uma campanha de comunicação para convencer as pessoas sobre determinada causa; Entre outras iniciativas. É fundamental porque, quando a visão da sociedade sobre um tema muda, os reflexos atingem a política. “Desde a redemocratização do Brasil”, contextualiza Marcello, “houve um despertar de grupos da sociedade civil e o crescimento dos conselhos de participação nos três níveis de governo”. As ONGs (Organizações não governamentais) também têm se estruturado para participar com efetividade de tal cenário. Para se ter ideia, um estudo publicado no site do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra um grande número de movimentos sociais e organizações que direcionaram seus objetivos à estruturação de ações de advocacy. Ou seja, é o retrato de um país que quer cada vez mais participar do dia a dia das decisões públicas — apenas votar nos períodos eleitorais não é suficiente. Qual é a diferença entre lobby e advocacy? Advocacy envolve diversos instrumentos e o lobby é um deles. Por extensão, lobby nada mais é do que a defesa de interesses específicos perante decisores públicos e “consiste em estabelecer um contato direto com parlamentares, dentro do executivo — e até do judiciário — para defender uma causa”, explica o especialista. Realizar pesquisas, investir na comunicação em massa, engajar pessoas e organizar manifestações também são práticas essenciais para fazer advocacy. Afinal, é imprescindível produzir conhecimento e capacidade analítica sobre o tema de política pública que a organização está defendendo ou pretende defender. Para Marcello, podemos dividir o advocacy em 4 pilares: Mobilização; Comunicação; Produção de conhecimento; Lobby. Em primeiro lugar, é preciso identificar onde estão os principais gargalos de políticas públicas no país, sendo que eles estão presentes em várias áreas, como saúde, educação e segurança. Depois disso, a defesa da causa escolhida pode ser promovida por meio do advocacy. De qualquer modo, é possível defendê-la a partir de outras estratégias, como a prestação de serviços. “Há muitas ONGs que prestam serviços na ponta, melhorando uma praça, fazendo um trabalho comunitário de prevenção de doenças etc.”, pontua Marcello. Qual é a importância de fazer o advocacy no 3º setor? “O 3 º setor, por si só, não colhe nenhum benefício”, ressalta Marcello, “porque o objetivo do advocacy é promover causas de interesse público e não interesses comerciais previamente estabelecidos”. Sendo assim, a ideia é conseguir melhorar políticas públicas ligadas aos problemas sociais graves. Na saúde, por exemplo, há uma luta para tentar diminuir as doenças crônicas não transmissíveis, que são as que mais matam no mundo, como diabetes, doenças cardiovasculares e câncer. Nesse contexto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu 4 fatores de risco a serem combatidos: Sedentarismo; Uso abusivo de álcool; Tabagismo; Alimentação inadequada. Os dois últimos temas, principalmente, são alvos de propostas de políticas públicas, como proibição de aditivos em cigarros, redução de publicidade, aumento de impostos, rotulagem correta e iniciativas variadas para desestimular o consumo. Assim, criam-se benefícios para a população de maneira geral. Como se estruturar para fazer advocacy 3º setor? “Para estruturar um setor de advocacy no 3º setor, o passo inicial é buscar a capacitação em torno do assunto, especializar-se”, indica Marcello. Depois, para conseguir atuar, seja mobilizando pessoas, seja influenciando o poder público, é necessário trabalhar em rede — com pesquisadores, ONGs mais expressivas e afins — para potencializar o seu trabalho. Nas ONGs que já estão profissionalizadas, existem 3 eixos para conduzir a estruturação desse trabalho: monitoramento, mapeamento e desenho de estratégia. O monitoramento permite saber o que está sendo debatido e as tomadas de decisão em determinados assuntos, como projetos de lei sendo votados e decretos. Portanto, é preciso conhecer o sistema político brasileiro e entender como funciona o processo decisório. No mapeamento, deve-se verificar quem são os atores relevantes. Voltando ao tema da saúde, para exemplificar, há o Ministério da Saúde — por isso, é relevante saber quem é o ministro e sua equipe mais próxima, quais são suas posições e onde já atuaram etc. Por fim, o desenho da estratégia se vale da situação atual para encontrar alternativas mais adequadas, o que abrange uma série de quesitos. Se não existe apoio nenhum, é indicado mobilizar a população para impactar os parlamentares. “Em um projeto que tem apoio, mas demanda o convencimento de indecisos no congresso, vale a pena produzir materiais com dados sólidos e ir conversar com eles no dia da votação”, recomenda Marcello. Como boas ferramentas podem ajudar? Algumas ferramentas tendem a ser extremamente úteis para acompanhar projetos de forma sistemática. Além disso, elas também são proveitosas para unir relações governamentais e compliance, tendo em vista que organizações maiores precisam ficar de olho em vários aspectos. Portanto, com o apoio de uma solução capaz de emitir notificações a cada mudança no projeto e organizar essas informações, tanto o planejamento quanto o acompanhamento em tempo real são otimizados. A Inteligov se mostra como o suporte de excelência para fazer advocacy no 3º setor — uma maneira fantástica de participar da política e conquistar benefícios coletivos, a um preço diferenciado para ONGs. Se você gostou do conteúdo e quer estruturar sua organização nesse sentido, aproveite para entrar em contato com a Inteligov e conhecer nossas funcionalidades!

  • A regulamentação do lobby no Brasil

    O trabalho de exercer pressão sobre grupos políticos para influenciar nas decisões do poder público, a favor ou contra algum projeto, é conhecido como lobby. Por causa da importância dessa atividade, a regulamentação do lobby no Brasil vem sendo discutida desde o início dos anos 90. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, ele não é exercido apenas por grandes corporações, mas também por organizações sociais e grupos civis que desejam defender os seus interesses perante o poder público. Neste post, vamos falar sobre o que está em debate e a importância da regulamentação da atividade no Brasil. Confira! Como é a regulamentação do lobby pelo mundo? O lobby é regulamentado em mais de 17 países, além do parlamento europeu, e a existência de uma legislação específica é recomendada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Na União Europeia, o registro é voluntário e há um código de ética utilizado para orientar a atuação dos profissionais. Há também um órgão responsável pela fiscalização das atividades de todos aqueles que atuam como lobistas. Já nos Estados Unidos, a primeira regulamentação da profissão aconteceu em 1946, sendo atualizada em 1995 e depois em 2007. Por lá, o registro e a prestação de contas de suas atividades são obrigatórios. Quem descumpre tais regras é punido, de acordo com a gravidade, e a pena pode variar desde uma multa até cinco anos de prisão. No Chile, o lobby é regulamentado desde 2014 e apresenta um modelo simples e transparente que exige ao agente público, e não ao lobista, o registro obrigatório de todas as informações. Ou seja, nesse caso, pouco importa se ele conversa com um profissional de relações institucionais ou com pequenos grupos civis, pois toda e qualquer discussão deve ser registrada pelo funcionário público. Qual a importância da regulamentação do lobby no Brasil? Os defensores da regulamentação do lobby no Brasil acreditam que a existência de uma legislação específica é de suma importância para gerar transparência nas atividades que ocorrem nos corredores da Câmara dos Deputados e no Senado. Além disso, a lei deve proporcionar as seguintes melhorias: Ampliação do acesso ao poder público de setores e organizações sociais menores, trazendo isonomia nas tomadas de decisão; Aumento do conhecimento da população a respeito dos interesses das organizações que buscam o contato com os parlamentares; Criação de canais que permitam a aproximação entre a sociedade civil, empresas, executivo e legislativo. Portanto, a regulamentação do lobby no Brasil permitirá que a democracia seja exercida de maneira mais ampla por todos aqueles que desejarem ser ouvidos pelos representantes do povo, uma vez que trará uma padronização nos processos de relações institucionais e governamentais. Também aumentará a confiança da população em relação a atividade, que é lícita e exercida em diversos países, mas que, por causa de alguns escândalos, acabou por receber uma conotação negativa. Como a profissão de lobista é tratada no Brasil? A atividade de lobby foi reconhecida em 2018 pelo Ministério do Trabalho, sob o nome de “profissional de relações institucionais e governamentais”. Essa foi uma grande vitória para o setor, uma vez que a atividade passa a ser identificada, tendo um documento oficial garantindo mais transparência, qualificação, direitos trabalhistas e geração de empregos. Estima-se que há cerca de mais de 4.000 pessoas dedicadas ao lobby no Brasil, de acordo com a Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig), sendo que ao menos 440 são credenciados. Quais são as principais discussões sobre lobby no Brasil? O PL 1202/2007 que prevê a regulamentação do lobby no Brasil foi proposto pelo deputado do Partido dos Trabalhadores, Carlos Zarattini, e os pontos essenciais do texto eram os seguintes: Credenciamento obrigatório dos lobistas; Fornecimento de relatórios detalhados sobre as suas atividades; Publicidade das informações a respeito de seu trabalho. De lá para cá, muitas mudanças já ocorreram no texto original e todas elas podem ser verificadas no site da Câmara dos Deputados, no entanto, vamos falar das mais importantes, nos tópicos a seguir. Cadastramento obrigatório O cadastramento obrigatório dos profissionais é um dos pontos controversos na discussão. Presente no texto original, a obrigatoriedade foi retirada pela ex-deputada Cristiane Brasil, que foi relatora do PL. Para Cristiane, o credenciamento deve ser voluntário, pois essa é uma maneira de garantir o acesso a todas as pessoas de tratarem seus interesses diretamente com as instituições públicas, independentemente de serem lobistas ou não. Obrigar o credenciamento seria restringir tal atividade a um grupo, correndo o risco de excluir, inclusive, pequenas organizações sociais. A deputada ainda acredita que as pessoas que exercem a atividade profissionalmente vão querer se cadastrar de qualquer maneira, uma vez que a credencial garantiria prerrogativas no momento de solicitar atendimento ou reuniões com instituições. Por outro lado, há quem defenda que a obrigatoriedade de registro é um requisito para a garantia da transparência e que todas as pessoas que tentarem ter contato com agentes públicos devem ser identificadas. Para permitir que pequenos grupos não sejam excluídos desse processo, bastaria o governo encontrar uma maneira de fazer o registro sem tanta burocracia. Regulamentação da atividade A discussão sobre o PL também gera outro debate, a respeito de como os interesses dos grupos devem ser discutidos com as instituições públicas. A OCDE realizou, em 2013, um fórum para debater a respeito da atividade de lobby entre seus países e afirmou que ela deve ser baseada em três pilares: transparência, ética e acesso. Sem o respeito dessas bases, a democracia não pode ser alcançada. Para alguns estudiosos sobre regulamentação do lobby no Brasil, o projeto de lei está muito focado em regulamentar a profissão e esqueceu de regulamentar a prática. Não estipula o que é aceitável ou não e até qual ponto os profissionais de relações institucionais e governamentais podem ir. Uma das discussões é sobre a necessidade da criação de uma agência governamental independente e autônoma, que fiscalize as atividades dos profissionais e o acesso público à informação para garantir a transparência no processo legislativo e democrático. Diversidade de projetos de lei Embora o PL 1202/2007 seja o mais conhecido, outros senadores também elaboraram outros textos, o que pode gerar ainda mais atraso na regulamentação do lobby no Brasil, como é o caso do PL 336/2015 do senador Valter Pinheiro (PT-BA) e do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES). Não exigência de prestação de contas O PL 1202/2007 original exigia a prestação de contas dos profissionais de relações institucionais e governamentais, com a finalidade de garantir a transparência em suas atividades. Porém, a deputada Cristiane Brasil apresentou emenda para retirar tal exigência do corpo da lei. É importante ressaltar que a regulamentação do lobby no Brasil ainda está em discussão e que ainda precisa passar pelo Senado, onde outras importantes mudanças podem ocorrer. No entanto, mesmo que ainda possa demorar, tudo indica que o Brasil seguirá a mesma linha dos países de primeiro mundo e buscará a regulamentação para essa importante profissão. Ficou com alguma dúvida sobre o assunto ou quer colaborar com mais informações? Deixe o seu comentário!

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